Terça-feira, Novembro 03, 2009
Lévi-Strauss 1908 * 2009 †
Isso tudo porque tive orgulho de ajudar a Dany na comemoração de seu Centenário. Que agora suas ideias o deixe eterno.
Quinta-feira, Setembro 10, 2009
Uma História
I
O mundo não explode quando a gente pensa. As mudanças, simples que sejam, não fazem parte da característica da mente. Dizendo propriamente dos velhos fatos: qual a nossa possibilidade real de construir o novo? Nossas limitações não desconstroem já demais nossos passos? Não. Teremos sempre aquelas sensações estranhas de vazio, tão faladas e tão comuns.
Criamos com isso a ideia de que não somos nada. Eu normalmente penso que sou nada. O que me deixa livre mais um pouco dessa aflição é quando sento e me coloco no lugar de qualquer pensamento... Sonhar acordado: não há nada melhor para se colocar a cabeça do lugar.
Tento sempre separar as coisas boas da vida e preparar loucuras para o próximo mês. O que não faço demais se não pensar sempre que sou nada ou que posso pensar melhor que qualquer linha “blábláblá” que se fale. Naquele dia, na roda de amigos, me peguei numa dessas discussões internas procurando uma maneira de não explodir como uma bomba no mundo. Tem alguma peça que falta, algum ponto que fica raso com tudo isso.
Eu olhava em um ponto fixo e não percebia. Pensava no que me falavam ser besteiras. O que me colocaria no ponto de conseguir alcançar o funcionamento das engrenagens na minha cabeça? Nessa hora não percebo que começo algo que não queria ver.
II
Seria então uma dança inacabada aquilo? Aquele olhar ao vento me deixando cabisbaixo... não sei, não sei. Por que isso me tira do foco?
Talvez. Coloco-me numa situação complicada sobre esses momentos. Eles sempre me deixam trancado. Eu só estava lá. Aquele ponto fixo começara a criar a esses pensamentos descolados. Sim, eles existiram, apesar de terem quebrado um raciocínio lógico de alguma coisa que nunca mais vou conseguir lembrar.
Mesmo assim, continuei me sentindo nada. Um nada. E qualquer coisa que me dissessem não melhorava esse humor rançoso. Esses risos cômicos, rugosos, pairavam no ar pesado que esse lapso me causou. Ar pesado ar.
Respirei fundo e voltei o olhar. Retornei o meu vazio aos olhos e controlei os pulsos. Meu coração parecia catapulta: jorrava olhares ritmados para aquele olho que se jogou em linha reta para meu olho.
Imediatamente deixei o olhar baixo, reparando no tremido olhar que se revezava entre minha boca e o foco dos meus olhos. Tremia junto com aquele desfocado ponto. Como se eu tivesse parado e o mundo se mexia de um jeito que me atordoava. Não podia andar, estava acocado e verde. Por onde poderia fugir, mas não sei.
Só estava sentado ali, olhando para baixo e querendo olhar para ela. Mas ela atrapalhava todos meus sonhos momentâneos de construir algum pensamento sem noção.
III
Nós precisamos descontrolar nossos olhos de novo. Tentei cancelar esses pensamentos, mas não podia desviar o olhar do olhar penetrante em minha boca. Não cansei de pensar que ela não pensaria que eu era um nada. Com a voz estridente e um instinto ululante, fisguei esse olhar tremido para meu olhar e acalmei meu coração naquela cena míope. Meu desejo era seu olhar curioso.
Um momento gritante da carne a todo o momento querendo que pensem que se meche. A vida é assim, obscura. Senti tanta a falta desse sentimento bobo que, quando pude, não soube aproveitá-lo. O conjunto do meu corpo não se controlou: esvaziei meus olhos daquela penúria e o enchi do vento pulsado por aquela emoção.
O mundo não explode quando a gente pensa. As mudanças, simples que sejam, não fazem parte da característica da mente. Dizendo propriamente dos velhos fatos: qual a nossa possibilidade real de construir o novo? Nossas limitações não desconstroem já demais nossos passos? Não. Teremos sempre aquelas sensações estranhas de vazio, tão faladas e tão comuns.
Criamos com isso a ideia de que não somos nada. Eu normalmente penso que sou nada. O que me deixa livre mais um pouco dessa aflição é quando sento e me coloco no lugar de qualquer pensamento... Sonhar acordado: não há nada melhor para se colocar a cabeça do lugar.
Tento sempre separar as coisas boas da vida e preparar loucuras para o próximo mês. O que não faço demais se não pensar sempre que sou nada ou que posso pensar melhor que qualquer linha “blábláblá” que se fale. Naquele dia, na roda de amigos, me peguei numa dessas discussões internas procurando uma maneira de não explodir como uma bomba no mundo. Tem alguma peça que falta, algum ponto que fica raso com tudo isso.
Eu olhava em um ponto fixo e não percebia. Pensava no que me falavam ser besteiras. O que me colocaria no ponto de conseguir alcançar o funcionamento das engrenagens na minha cabeça? Nessa hora não percebo que começo algo que não queria ver.
II
Seria então uma dança inacabada aquilo? Aquele olhar ao vento me deixando cabisbaixo... não sei, não sei. Por que isso me tira do foco?
Talvez. Coloco-me numa situação complicada sobre esses momentos. Eles sempre me deixam trancado. Eu só estava lá. Aquele ponto fixo começara a criar a esses pensamentos descolados. Sim, eles existiram, apesar de terem quebrado um raciocínio lógico de alguma coisa que nunca mais vou conseguir lembrar.
Mesmo assim, continuei me sentindo nada. Um nada. E qualquer coisa que me dissessem não melhorava esse humor rançoso. Esses risos cômicos, rugosos, pairavam no ar pesado que esse lapso me causou. Ar pesado ar.
Respirei fundo e voltei o olhar. Retornei o meu vazio aos olhos e controlei os pulsos. Meu coração parecia catapulta: jorrava olhares ritmados para aquele olho que se jogou em linha reta para meu olho.
Imediatamente deixei o olhar baixo, reparando no tremido olhar que se revezava entre minha boca e o foco dos meus olhos. Tremia junto com aquele desfocado ponto. Como se eu tivesse parado e o mundo se mexia de um jeito que me atordoava. Não podia andar, estava acocado e verde. Por onde poderia fugir, mas não sei.
Só estava sentado ali, olhando para baixo e querendo olhar para ela. Mas ela atrapalhava todos meus sonhos momentâneos de construir algum pensamento sem noção.
III
Nós precisamos descontrolar nossos olhos de novo. Tentei cancelar esses pensamentos, mas não podia desviar o olhar do olhar penetrante em minha boca. Não cansei de pensar que ela não pensaria que eu era um nada. Com a voz estridente e um instinto ululante, fisguei esse olhar tremido para meu olhar e acalmei meu coração naquela cena míope. Meu desejo era seu olhar curioso.
Um momento gritante da carne a todo o momento querendo que pensem que se meche. A vida é assim, obscura. Senti tanta a falta desse sentimento bobo que, quando pude, não soube aproveitá-lo. O conjunto do meu corpo não se controlou: esvaziei meus olhos daquela penúria e o enchi do vento pulsado por aquela emoção.
Sexta-feira, Agosto 14, 2009
Chico, nostalgias e tudo mais.
No trabalho só estou ouvindo Chico. Não sei porque, mas me tomou uma alma meio intelec. Ri muito com os colegas de trabalho me deixando parecer alguém cult e eu querendo nem ligar pra isso. Fora o ar pesado que me deixa sombreado e com olho de peixe, tão pesado que não pareceu que sua criadora foi só uma pessoa. O que me deixa tempo pra pensar é aqueles momentos de espera forçados quando o sistema tosco para pra pensar. Daí fico ouvindo os entrelaces do Chico e suas músicas inebriantes...ou qualquer coisa parecida com isso.
Cheio de samba e rosto de bossa eu não fico mais ali. Fora o desejo de fugir, de expressar a vontade de fugir. Aquilo me enquadra num lugar mental onde não tenho mais insight's costumeiros de antigamente, que eu podia me fingir de alguém inteligente.
Daí eu lembrei daqui.
O que eu faço morar aqui, não precisa seguir linha, ou qualquer ponto a seguir. O que eu posso colocar não precisa ter vínculo ou ser vago, não ser seta ou divago no certo e errado. Não espero pouco nem será meu não sonho mais. Mas que eu devia voltar, rebobinando nostalgias e concentrando estados de morte. Não devia ligar mais pra pontos ou qualquer coisa que valha. Eles não me descobrem momentos nem compram meu arroz. Devia mesmo é fechar de novo os olhos e não ver passar o tempo.
Terça-feira, Julho 07, 2009
Segunda-feira, Junho 29, 2009
Tributo
Não tenho palavras porque minha memória só lembra de eu criança me envolvendo nas melodias. Deixo aqui os três vídeos que eu mais gosto deste que é, quer goste ou não, o maior astro que já existiu.
O primeiro vídeo que passou pela minha cabeça ao saber da notícia.
A perfeita interpretação de nostalgia.
Descrição perfeita.
Michael Jackson (1958-2009)
O primeiro vídeo que passou pela minha cabeça ao saber da notícia.
A perfeita interpretação de nostalgia.
Descrição perfeita.
Michael Jackson (1958-2009)
Domingo, Junho 14, 2009
Quando
Meu sonho era, primeiro, ter um blog de poesia para ficar famoso. Acabei excluindo.
Depois me bateu uma vontade tremenda de ter um blog pessoal e colocar isso como um diário e nem ligando quem visse. Não deu.
Daí me coloquei de novo numa poesia mais nada a ver, com o mesmo objetivo, e falhei comigo mesmo.
Nisto, me coloquei numa briga política contra o governador do meu estado e tive o topo de visitas diárias até lá.
Quando, mesmo eu tentando fazer minha parte, ele ganhou a eleição, liguei o foda-se e virei de costas pro que eu escrevia. Resultado: tive o ano com o maior número de visitas, mesmo que mínimas.
Mas meu sonho de visitas mudou também e, com o advento do twitter (uma ferramenta que as vezes parece um hosício, mas, quando você acorda, ficam bem organizadas no seu pequeno caos) me bateu uma vontade de intensificar essa vontade blogueira. Não que eu queira ser um blogueiro de primeira, e não seria ruim, seria?, mas queria uma maneira de me colocar e exercitar isso que eu tanto gosto: escrever.
Isso foi quando comecei a ter preguiça de escrever e, o que eu estava adorando, corrigir os textos de outras pessoas.
Quando eu voltar com minhas verborragias diárias...........
Depois me bateu uma vontade tremenda de ter um blog pessoal e colocar isso como um diário e nem ligando quem visse. Não deu.
Daí me coloquei de novo numa poesia mais nada a ver, com o mesmo objetivo, e falhei comigo mesmo.
Nisto, me coloquei numa briga política contra o governador do meu estado e tive o topo de visitas diárias até lá.
Quando, mesmo eu tentando fazer minha parte, ele ganhou a eleição, liguei o foda-se e virei de costas pro que eu escrevia. Resultado: tive o ano com o maior número de visitas, mesmo que mínimas.
Mas meu sonho de visitas mudou também e, com o advento do twitter (uma ferramenta que as vezes parece um hosício, mas, quando você acorda, ficam bem organizadas no seu pequeno caos) me bateu uma vontade de intensificar essa vontade blogueira. Não que eu queira ser um blogueiro de primeira
Isso foi quando comecei a ter preguiça de escrever e, o que eu estava adorando, corrigir os textos de outras pessoas.
Quando eu voltar com minhas verborragias diárias...........
Quinta-feira, Junho 04, 2009
Fynáuibrtiizoche
Tenho um problema. Não sei se devia o expor aqui, mas sei que ninguém aqui é fofoqueiro. Às vezes tenho que colocar o fone de ouvido e ouvir músicas que realmente me entretêm (no momento Chico Buarque). No momento não consigo pensar em outra coisa além das cruciais pra um depressivo... E tudo isso por não saber lidar com todas as sortes e aberturas que abrem na minha vida e que não deixo passar. Tudo me trás uma pulga atrás da orelha, desde uma pequena tristeza, até uma coisa que me empolgariam por um momento.
Meu problema é prestar demais a atenção nas coisas que acontecem. Cada centímetro. E isso me faz esquecer, ou ver quanto a parte boa é insignificante num todo real que é essa coisa. Ouço cada segundo enquanto andou ou estou trabalhando. Reparo como me tratam ou não, ou quando riem do meu nome (não preciso deixar ele aqui, não?). Fora as vezes me passar a vontade de tacar uma bomba em algum lugar, talvez pela parte da minha personalidade ser perturbada.
Sentei num banco, numa praça da cidade. Pego um livro de filosofia, para tentar lê-lo. Ouço um comentário de longe...
-Ainda me fazem falar sozinho. Um dia quem vai brilhar vai ser eu, noites cruéis como essa irão fazer-me sorrir, pesadelos serão como agradáveis sonhos e o medo existencial vai ser a sola do meu pé pois minha existência será como o sol, suas estrelas de segunda grandeza!
Não entendi muito bem, mesmo porque me confundiu os pensamentos. A mistura da música coçando meu ouvido com aquele livro de filosofia direto que estava em mãos com aquelas paráfrases me deixaram curioso. O que aquele ser, de cabelos loiros meio brancos e alto queria falar?
Cada palavra parecia, por mais simples, um toque de música dançante. Ainda mais quando o outro ser, que estava fora do alcance do meu olhar de lado falou.
-Todo ponto inútil e lógico que me leva a pensar rigorosamente aqueles tolos pontos. Para que momentos numa inútil busca pela decadência? Do saber que não sabe socrático ao modernismo complexo da internet.
Me senti mal por não ouvir como a conversa chegou lá; me senti controlado por uma força de terminar aquele livro em linha da minha mão. As palavras saiam mudadas e contornadas por aquela atenção destoante. Indescritível foi a sensação momentânea de catarse estranha que eu sentia.
A feiúra de Sócrates chegava a ter um motivo naquela conversa entre mim em pensamento, minha música, meu pensamento e aquele livro. Um amor barato que se forma com aquele pensamento de vida que se construía...
A voz do dono se mistura com esse brilhar pela busca inútil pela decadência. Nesse nitzchiano desejo até o levar o sentidos dos agradáveis sonhos, falando sozinho, sendo de mais ninguém.
[continua.... ?]
Meu problema é prestar demais a atenção nas coisas que acontecem. Cada centímetro. E isso me faz esquecer, ou ver quanto a parte boa é insignificante num todo real que é essa coisa. Ouço cada segundo enquanto andou ou estou trabalhando. Reparo como me tratam ou não, ou quando riem do meu nome (não preciso deixar ele aqui, não?). Fora as vezes me passar a vontade de tacar uma bomba em algum lugar, talvez pela parte da minha personalidade ser perturbada.
Sentei num banco, numa praça da cidade. Pego um livro de filosofia, para tentar lê-lo. Ouço um comentário de longe...
-Ainda me fazem falar sozinho. Um dia quem vai brilhar vai ser eu, noites cruéis como essa irão fazer-me sorrir, pesadelos serão como agradáveis sonhos e o medo existencial vai ser a sola do meu pé pois minha existência será como o sol, suas estrelas de segunda grandeza!
Não entendi muito bem, mesmo porque me confundiu os pensamentos. A mistura da música coçando meu ouvido com aquele livro de filosofia direto que estava em mãos com aquelas paráfrases me deixaram curioso. O que aquele ser, de cabelos loiros meio brancos e alto queria falar?
Cada palavra parecia, por mais simples, um toque de música dançante. Ainda mais quando o outro ser, que estava fora do alcance do meu olhar de lado falou.
-Todo ponto inútil e lógico que me leva a pensar rigorosamente aqueles tolos pontos. Para que momentos numa inútil busca pela decadência? Do saber que não sabe socrático ao modernismo complexo da internet.
Me senti mal por não ouvir como a conversa chegou lá; me senti controlado por uma força de terminar aquele livro em linha da minha mão. As palavras saiam mudadas e contornadas por aquela atenção destoante. Indescritível foi a sensação momentânea de catarse estranha que eu sentia.
A feiúra de Sócrates chegava a ter um motivo naquela conversa entre mim em pensamento, minha música, meu pensamento e aquele livro. Um amor barato que se forma com aquele pensamento de vida que se construía...
A voz do dono se mistura com esse brilhar pela busca inútil pela decadência. Nesse nitzchiano desejo até o levar o sentidos dos agradáveis sonhos, falando sozinho, sendo de mais ninguém.
[continua.... ?]
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