quarta-feira, julho 26, 2006

Moldar

Às vezes, quando a revolta bate nossa porta, a gente precisa respirar um pouco e decifrar essa revolta, dissecá-la para encontrar um melhor caminho, um caminho que faz com que se ache as soluções mais adequadas (mesmo que teóricas). Essa revolta toda que o Brasil acha que está, dá nojo. Desde quando essa falta de movimento, essa carranca que acompanha o brasileiro, que forja uma “revoltinha” e depois esquece, como numa briga casual de um casal?
Essa pseudo-revolta que acompanha desde o nascimento os brasileiros tem que acabar: mas isso não vem de inato, não vem de uma simples vontade: todos sabemos que o homem depende da razão, como também, reciprocamente, depende dos dados empíricos. Essa briga de casal entre o estado e a sociedade não vai levar em nada. Mas parece que a maquina ideológica estatal não ajuda em nada essa conscientização: cada vez mais o “povo” fica alienado (subordinado, nem aí, sem esperança, sem CONSCIÊNCIA). Tudo começa pela educação (claro que você vai pensar “já começou o senso comum”, por que o senso comum é pensar isso): toda a conscientização começa nela: isso começou, claro que com um objetivo diferente, com Rousseau. É, o “cara da Revolução Francesa”. Ele dizia que o único modo de mudar o Estado é com uma população consciente, isso parece óbvio, até perceber que não é visto de perto, não é feito na prática.

p.s.: Agora, temos que saber que estamos no século XXI, e que temos que rever os conceitos engendrados por esses filósofos, por que se nós não nos pormos na pele deles, na época deles escrevendo essas teorias, podemos até admirá-los. Usemos a criatividade: em vez de "deixar para o lado", por que não moldar? Moldar...