terça-feira, janeiro 15, 2008

Eletricidade azucrinante

. Eu ando nesses dias numa eletricidade azucrinante. Numa vontade de fazer as coisas que nunca vi... Quando menos espero já estou correndo atrás das coisas, deixando de lado o que não importa, e o que realmente me faz bem encaro de frente, encaro de frente tudo aquilo que realmente vale a pena. E o melhor de tudo: não é um sonho tosco qualquer. Lembro de um dia eu andando, naqueles passos largos de sempre, na minha magreza ambulante andando pra lá e pra cá, fazendo tudo que posso e, de repente, para o descanso da minha alma, dou uma parada e fico, como bobo que sou, olhando para o céu, que essa hora devia estar escurecendo. Algo me atrai em ficar horas olhando pro nada. Parece que ele me conforta, que volto revigorado da terapia do vazio. A gente não espera que aquelas coisas que te deixariam tão sem tempo fariam tanta diferença nesses dias conturbados de hoje.

. Não sei se devo me apresentar, nem sei também se preciso. A gente não quer mesmo falar nada sobre isso quando quer desabafar coisas que normalmente se esconde. A sociedade é cruel. E normalmente, aquelas pessoas que decifram seus anseios e tomam conclusões deles, sempre se usam de linguagens pouco acessíveis e cheio de metáforas que fazem os outros pensarem que ele quer dizer alguma coisa. Chamam esses desocupados de filósofos.

.Meu nome é nome de vento, e meus sonhos não valem nada... Eu moro na rua de ninguém, e que a ninguém interessa. Eu sou filho do mato, do corpo e atividade inata. Já tentei falar, descontrolar, poetar, mas nada disso me deu tanto fôlego do que andar, na minha corrida contra a imensidão desse tempo idiota, desse tempo barato, dessa divida. Estou aqui para divulgar a sociedade, imitar a alienação, e continuar andando cego no meu ignóbil jeito de andar. Naquela mesma rua, em linha reta, nesse calor escaldante, vou até me deparar com o que for, com o que puder ajudar, com o que posso sufocar com minha auto-estima, que é das melhores.

.As vezes eu paro na porta. Fico estagnado com minhas idéias tolas. Quando ficamos parados dando nós no cérebro de propósito. Quando parece não estar mais preciso, liga-se na tomada os ideais e coloca-os na privada de um despertar amargo.

.Seja como for, a minha história não acaba por aqui.

sexta-feira, dezembro 28, 2007

Verborragias de um sociólogo frustrado

Dessa vez não é para intimidade. Estou lendo um livro que está me deixando cada vez mais esperto. Vamos dizer que o Fábio que se vê no começo do blog, quase um revolucionário, está repensando cada vez mais sobre suas idéias. Em vez de um texto que revelam metaforamente minha intimidade (não que esteja errado) vou fazer um texto que acho que Sabina, do livro Insustentável Leveza do Ser, gostaria: ela disse que não gosta de textos que revelam a intimidade do autor. Mas, como sou meio que teimoso, vou tentar fazer um texto intercalado, mesmo porque já na introdução pequei porque já anunciei uma intimidade. Mas como eu sou teimoso, vou tentar colocar aqui uma mistura para agradar Sabina e meu eu interno e chato.

Vamos dizer que minha vida fazendo Ciências Sociais não anda ás mil maravilhas. Não é por nenhum motivo religioso, aos quais muita gente insiste em pedir para eu sair. Isso seria muito egoísmo de deus, seja o deus qual for. Talvez até seja motivada pelo ambiente, que nos influencia desde pequenos. Mas o que me incomoda é que, uma bonita teoria, a qual de primeira me identifiquei mais-que-tudo, esteja me enchendo tanto o saco. O comunismo(com “C” maiúsculo ou não) talvez seja muito bonito, ou até exageradamente feio, para quem vê. Mas nem sempre a gente acerta. Vamos dizer que o comunismo é um hermafrodita. Lendo o livro, vi que cheguei anos atrasado quando pensei em colocar que, apesar de uma teoria (que necessariamente não foi citada no livro) muito bonita, o que os comunistas modernos não se atentam, as vezes por não se olhar no espelho, é que nada é perfeito nesse mundo tolo, que não atentaram ainda que a desigualdade que se forma a partir dos meios de produção não depende pura e simplesmente da posição nas classes sociais. Se esquecem que muito disso é fruto da condição humana, e que muitos dos líderes que apóiam cagavam e peidavam, erravam e matavam. Não que o livro diga exatamente isso, mas isso veio de uma criação.

Não quero dizer que sou contra o marxismo, ou que vivo lendo desses artigos do site Mídia Sem Máscara. Apesar de tudo admiro a obra de Marx, mas tenho vergonha de ser chamado de comunista. Sim, tanto por partes da teoria, que talvez se colocada em prática de verdade, não seria diferente do que aconteceu (no máximo veríamos uma luta de classes continuas até uma trégua, que podemos assim dizer chamar de comunismo), tanto, e principalmente, pelas pessoas que dizem lutar por essa teoria. O ideal é mais que importante para encontrarmos um lugar nesse mundo em que pelo menos ter a eterna e ingênua esperança temos direito (e olhe lá). Mas quando vi que, dentro de uma universidade, por eu ter idéias diferente, e não concordar, sou totalmente excluído de participação e de voz, e ainda ser considerado um bobo, um ingênuo, me fez botar rédeas nos meus ideais. Parece que, e entendi assim, que a luta pela igualdade não passa de uma luta para uma igualdade de pensamentos só, não para igualdade de oportunidades e de vida. Não que todos que tenham ideais comunistas são assim, mas fazer um cara que um dia estava defendendo de pés juntos Cuba, de um dia para o outro (e exatamente isso), achar por um momento que o capitalismo é ideal.

Claro que depois fui sentir nojo de mim mesmo por esse sonho tolo de que o capitalismo pode ser perfeito. Defendo a idéia que alguma coisa tem que mudar, e vai mudar, mas, infelizmente, a revolução vai ser parecida com a Revolução Burguesa. Pela lógica é essa a linha de raciocínio se pegarmos o que aconteceu nas últimas revoluções.

Não estendendo muito esse texto, por causa do espaço, e da minha falta de materiais em mão (to em viajem, e ainda não tenho muita habilidade nas idéias), espero estender em outros posts para falar com o vendo essas verborragias de um futuro sociólogo frustrado, nas suas tentativas de fugir cada vez mais das intimidades. Mas pra só pra ter o que falar depois: durante uma conversa com um professor meu, deu de ele falar que, se acontecer essa revolução que todos comunistas de quem eu falo esperam, íamos ser nós os primeiros a irmos para “forca”; durante essa mesma conversa, falando sobre revolução ele falou: “nós estamos passando por duas maiores revoluções, e não percebemos. A primeira é a tecnológica, com suas tecnologias mudando a cada dia. A segunda é a Revolução Ecológica: estamos percebendo que podemos sumir, que nem os animais que extinguimos.”

Para concluir, se a caso alguém que não me entender aparecer: não estou falando de todos os comunistas, e nem de todas as idéias comunistas. Estou falando de um grupo seleto, que se meu blog fosse famoso, iriam enches de mensagens me chamando de todos os nomes, menos de santo.

sábado, dezembro 15, 2007

domingo, novembro 11, 2007

O Príncipe....

De concreto não aconteceu nada. Depois das milhares de voltas que o mundo deu, nem parece, estou fazendo de novo o vestibular. E foi incrível: o mesmo nervosismo: não consegui dormir a noite. Vi cada segundo passar, até lembrar que há uma estante cheia de livros aqui em casa. Parei pra ler um livro que me pesava a consciência não ter lido: O Pequeno Príncipe. Foi uma das minhas melhores experiências dessa semana.

Mais nada... Só que eu realmente queria fazer milhares de renovações nesse blog, mas vejo que por enquanto tenho que cuidar das minhas inovações. Perguntei pra mim mesmo como pude colocar tão poucos posts e mudar ele tanto por tão pouco... Descobri do pior jeito.

Mas, das renovações atrás de renovações, ainda espero a hora de voltar pro meu pequeno planeta...

quarta-feira, outubro 03, 2007

O instinto

Eu não uso a linguagem por instinto. Talvez essa palavra me distraia dos meus objetivos dialéticos nessa jornada que é falar pra si mesmo, discordando de linhas nunca escritas. A coisa não é simplesmente deixar de lado todo lirismo tolo que me prende nessa eterna busca que repito tanto nesses textos mórbidos meus, mas é a linguagem é que me faz percorrer. Percorrer esse caminho torto e de sombras que é a Divina Tragédia Incompleta do saber. A gente não sabe nada até que se faça aquela leitura imemorial dessa consciência flácida. O instinto da linguagem não é muito longo. É só um percorrer inigualável de um texto sem cheiro.

terça-feira, julho 17, 2007

Caroço de mágoas


Para que as críticas feitas por certas pessoas que não vou dizer o nome não passem de palavras soltas. Queria ver mais objetividade? Taí. xD

Não quero ser caroço de mágoas. Me lembro que um dia, nesses meus delírios de momento, sentei devagar ao lado de alguém, e como um sussurro, no ouvido, coloquei para fora todas as angústias de sempre, todas as marmotas que me fizeram ser o que sou. Não que eu queira ser normal, mas que eu tenho sonhos o bastante para me deixar levar tão facilmente por momentos tolos, e me deixar rezar outros momentos, dessas palavras soltas que me deixam tão sóbrio, tão sombrio em torno de um mistério que nem minha mente consegue processar. Alguns chamam de frescura...

Não sei, não quero colocar em dúvida minhas memórias. Eu quero por em cheque, depois de ter vivido esse mínimo, é o que realmente é essa história tola de ser isto ou aquilo. Quem me conhece sabe o que falam de mim. Bom, para mim não importa realmente, pelo menos agora. Mas de um tempo para cá, venho percebendo que, se for para eu pelo menos ser um professor-de-sociologia-não-reconhecido tenho que me tocar que a realidade está bem mais próxima do que penso. Tenho que deixar de achar que as histórias e teorias são somente isto. Tenho que transcender, ficar acima da caverna, ficar acima desse bando de tolos que acham que sabem de alguma coisa. Talvez seja menos reconhecido por isso, tomara que não. Tomara que minha crença que rogo aqui caia de certo, que queime minha língua, que não seja de toda ruim essa merda.

Nada começa por acaso. Quando se tem um grande amor na porta de casa, isso fica muito melhor. Quando se tem a oportunidade de estar sempre perto de quem pelo menos lembra de você, te liga, te manda mensagens, te coloca onde sempre sonhou, te dá momentos que talvez não tenham sido tão loucos assim, mas que certamente marcaram, a gente tem a sensação que com certeza achou melhores tempos para si. Não quando isso não dura mais que três semanas. E ainda vira um vulto devoto. É... deixe-O. Não sei se foi por razão tola, as lembrei duma daquelas teorias chatas de Durkheim, onde, se uma parte da sociedade não está funcionando bem, toda ela se prejudicará. Será que isso serve também pra psicologia? Tomara que não. Há coisas que o positivismo não entende. Ou será que Weber já adivinhava que as pessoas até deixariam as outras por achar que outras pessoas têm mais status?

Ah... aí vira outra história, e que acho que não cabe em chatice de teorias. Marx dicere que as pessoas têm uma vida própria e que se deve levar em conta isso. Os homens, os trabalhadores, não são máquinas. Tem gente que não sabe disso. Sabe, já vivi coisas que realmente não sei se é legal falar. Builling, não é assim que se chama? É... são realmente coisas que não sei se vou me sentir bem falando. Posso chegar uma hora que não é mais esse troço. Já na minha adolescência, mais um desses meus casos estranhos e mal resolvidos. Mas agora a sombra é pior, e bem maior. Já que não sabia o que fazer, já que não sabia o que ia ser, mergulhei nesse submundo estranho e com nada concreto. Fui fundo nessa, onde surgiram meus maiores prazeres, onde surgiram minhas maiores descobertas, meu mundo ficou maior, minha cabeça expandiu... Virei totalmente klandestino numa névoa insossa, insaciável, em busca de uma coisa que nunca se vou explicar como se guarda. Foi uma mistura de adrenalina com paixão que nunca mais vou esquecer, foi um estorvo hilariante, foi minha descoberta da pior coisa que poderia acontecer na minha vida: esses paradoxos chinfrins, ou mais que isso, que aprendi, e que me fizeram tornar o mais frio e calculista poeta. Mas, por via de regra, a pessoa eu não estava totalmente ligado nessa emoção estranha que entrava pelos pulmões, e que faziam secar todas as esperanças de que realmente eu poderia ter uma volta.

Volta? Nunca estive melhor, meus maiores escritos saíram dessa época, o melhor eu que poderia existir por aqui entrou pelo meu sangue e reluziu todo tipo de emoção que eu poderia ter... Mas será que realmente isso era pra mim mesmo? Será que eu não fazia isso pra mostrar pras pessoas que realmente, que decididamente, era um mito, um buraco no espelho? Não bastava eu aprender que espíritos não eram tão descontentes, e que a minha espiritualidade seguia a risca meu cabelo? Não sei. E era bom demais que as pessoas pensassem que tudo isso era uma fase, principalmente as que querem pulá-la, que acham que a vida é que nem o desenho animado, ou igual aos livros com outras teorias tolas, as quais não sei se tenho vontade de rasgar ou ler até o final para não cometer os mesmos erros. Nada se compara com o sabor do fel, o sabor de uma bela derrota, o sabor de um momento onde se quebra o espelho, se quebra a metade de um espelho onde eu achava que tinha a única possibilidade de me ver direito. Não importa se foi bom ou mal. Eles são imagens da mesma barbeiragem.

Dentro de um buraco não há como se ter uma vitória maior que uma ligação. Não uma ligação normal, mas daquelas que você está sonhando e que realmente te faz parecer outro. A gente pensa que não pode fazer algo por que é isso ou aquilo... realmente as vezes não pode, mas fazem pela gente. Numa noite a gente muda o pensamento... De uma vez que se liga para ir num shopping, e lá você fica com outra. Ótimo quando se sentiu como me senti. Um beijo de conto de fadas. Mas a melhor ligação veio um pouco depois. Essa não preciso explicar. Foi só um pouco menos que mágico. Pra ser sincero, não esperava mais. Nem esperava mais que educação. Decidi me concentrar numa coisa que talvez tenha realmente me dado prazer: objetivo. Conheci mundos aos quais não posso descrever... A história diz que não se pode fazer uma descrição detalhada das coisas se não houver um espaço de tempo para ser avaliado. E eu ainda estou vivendo essa coisa muito bem. E está muito bem guardada.

Entrar numa universidade foi uma das coisas que calaram a boca de muita gente. Mas não foi só isso, é a oportunidade de calar muitas outras. Mas não vem ao caso. O caso é que lá eu conheci muita gente que realmente me deu uma oportunidade de avaliar e clarear mais sobre o que realmente a teoria pode falar de certo. As pessoas, que estudam até muito mais essas tolas teorias que eu, na percebem que o senso comum hoje em dia impregna muito mais fácil, e que tentar fugir é correr para cima dela. A gente só conhece o senso comum quando se está nele, quando é consumido por ele... E, quando a gente menos espera, nos tocamos bem mais rápido que muita gente. Essa gente que se diz bem informada acaba achando que ser isto é adquirir frieza o bastante para julgar os outros. E cobra ainda isso dos outros. Se se sai bem nessa, eu não sei. Como é que chama o nome disso? Só quero fazer um alerta: acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz. Compreende? Um caroço de magoas não se esvazia assim.

segunda-feira, junho 18, 2007

Ai Ai....

Eu não perco essa mania de abandonar meu bloguizinho, deixar ele à toa... mas eu prometo que vou tentar... Ahh.. não prometo nada. Tem hora que a gente pode deixar a coisa no ar. Não ando muito bem, tenho me fechado muito no mundo. Vai ver uma hora em que eu decidir realmente acordar e me organizar, tudo começa realmente a dar certo. Depende do que eu quero, depende do que for... Independente do que for.
Fico sempre achando que posso mudar o mundo para as mil maravilhas, que posso mostrar e deixar ser, lutar e deixar rolar... Sei lá.. Tô deprimente.

Já disse aqui poemas surdos notícias racionais demais para meu tipo e textos soltos demais para realmente alguém ter paciência de ler. Tanto faz, agora as coisas estão realmente se mostranto do jeito que devem ser e realmente se mostrando do jeito que podem vir a me engrandecer. Eu, ouvindo uma música consegui retirar a frase que realmente me faria sorrir... "Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz." Só não fiquei mais feliz poque não fui eu quem fiz. Deprimente.

O texto não sai do jeito que devia, mas sai de acordo com o que acontece, como a mente anda, como o corpo manda e como está o clima. A gente não tem que ficar esperando o além vir a si, mas só com CAcOS.

Ah, pra quem não entendeu, eu desenterro uma das frases que mais me fizeram ficar nesse turbilhão infinito...

QUEM FAZ SENTIDO
É SOLDADO