terça-feira, julho 17, 2007

Caroço de mágoas


Para que as críticas feitas por certas pessoas que não vou dizer o nome não passem de palavras soltas. Queria ver mais objetividade? Taí. xD

Não quero ser caroço de mágoas. Me lembro que um dia, nesses meus delírios de momento, sentei devagar ao lado de alguém, e como um sussurro, no ouvido, coloquei para fora todas as angústias de sempre, todas as marmotas que me fizeram ser o que sou. Não que eu queira ser normal, mas que eu tenho sonhos o bastante para me deixar levar tão facilmente por momentos tolos, e me deixar rezar outros momentos, dessas palavras soltas que me deixam tão sóbrio, tão sombrio em torno de um mistério que nem minha mente consegue processar. Alguns chamam de frescura...

Não sei, não quero colocar em dúvida minhas memórias. Eu quero por em cheque, depois de ter vivido esse mínimo, é o que realmente é essa história tola de ser isto ou aquilo. Quem me conhece sabe o que falam de mim. Bom, para mim não importa realmente, pelo menos agora. Mas de um tempo para cá, venho percebendo que, se for para eu pelo menos ser um professor-de-sociologia-não-reconhecido tenho que me tocar que a realidade está bem mais próxima do que penso. Tenho que deixar de achar que as histórias e teorias são somente isto. Tenho que transcender, ficar acima da caverna, ficar acima desse bando de tolos que acham que sabem de alguma coisa. Talvez seja menos reconhecido por isso, tomara que não. Tomara que minha crença que rogo aqui caia de certo, que queime minha língua, que não seja de toda ruim essa merda.

Nada começa por acaso. Quando se tem um grande amor na porta de casa, isso fica muito melhor. Quando se tem a oportunidade de estar sempre perto de quem pelo menos lembra de você, te liga, te manda mensagens, te coloca onde sempre sonhou, te dá momentos que talvez não tenham sido tão loucos assim, mas que certamente marcaram, a gente tem a sensação que com certeza achou melhores tempos para si. Não quando isso não dura mais que três semanas. E ainda vira um vulto devoto. É... deixe-O. Não sei se foi por razão tola, as lembrei duma daquelas teorias chatas de Durkheim, onde, se uma parte da sociedade não está funcionando bem, toda ela se prejudicará. Será que isso serve também pra psicologia? Tomara que não. Há coisas que o positivismo não entende. Ou será que Weber já adivinhava que as pessoas até deixariam as outras por achar que outras pessoas têm mais status?

Ah... aí vira outra história, e que acho que não cabe em chatice de teorias. Marx dicere que as pessoas têm uma vida própria e que se deve levar em conta isso. Os homens, os trabalhadores, não são máquinas. Tem gente que não sabe disso. Sabe, já vivi coisas que realmente não sei se é legal falar. Builling, não é assim que se chama? É... são realmente coisas que não sei se vou me sentir bem falando. Posso chegar uma hora que não é mais esse troço. Já na minha adolescência, mais um desses meus casos estranhos e mal resolvidos. Mas agora a sombra é pior, e bem maior. Já que não sabia o que fazer, já que não sabia o que ia ser, mergulhei nesse submundo estranho e com nada concreto. Fui fundo nessa, onde surgiram meus maiores prazeres, onde surgiram minhas maiores descobertas, meu mundo ficou maior, minha cabeça expandiu... Virei totalmente klandestino numa névoa insossa, insaciável, em busca de uma coisa que nunca se vou explicar como se guarda. Foi uma mistura de adrenalina com paixão que nunca mais vou esquecer, foi um estorvo hilariante, foi minha descoberta da pior coisa que poderia acontecer na minha vida: esses paradoxos chinfrins, ou mais que isso, que aprendi, e que me fizeram tornar o mais frio e calculista poeta. Mas, por via de regra, a pessoa eu não estava totalmente ligado nessa emoção estranha que entrava pelos pulmões, e que faziam secar todas as esperanças de que realmente eu poderia ter uma volta.

Volta? Nunca estive melhor, meus maiores escritos saíram dessa época, o melhor eu que poderia existir por aqui entrou pelo meu sangue e reluziu todo tipo de emoção que eu poderia ter... Mas será que realmente isso era pra mim mesmo? Será que eu não fazia isso pra mostrar pras pessoas que realmente, que decididamente, era um mito, um buraco no espelho? Não bastava eu aprender que espíritos não eram tão descontentes, e que a minha espiritualidade seguia a risca meu cabelo? Não sei. E era bom demais que as pessoas pensassem que tudo isso era uma fase, principalmente as que querem pulá-la, que acham que a vida é que nem o desenho animado, ou igual aos livros com outras teorias tolas, as quais não sei se tenho vontade de rasgar ou ler até o final para não cometer os mesmos erros. Nada se compara com o sabor do fel, o sabor de uma bela derrota, o sabor de um momento onde se quebra o espelho, se quebra a metade de um espelho onde eu achava que tinha a única possibilidade de me ver direito. Não importa se foi bom ou mal. Eles são imagens da mesma barbeiragem.

Dentro de um buraco não há como se ter uma vitória maior que uma ligação. Não uma ligação normal, mas daquelas que você está sonhando e que realmente te faz parecer outro. A gente pensa que não pode fazer algo por que é isso ou aquilo... realmente as vezes não pode, mas fazem pela gente. Numa noite a gente muda o pensamento... De uma vez que se liga para ir num shopping, e lá você fica com outra. Ótimo quando se sentiu como me senti. Um beijo de conto de fadas. Mas a melhor ligação veio um pouco depois. Essa não preciso explicar. Foi só um pouco menos que mágico. Pra ser sincero, não esperava mais. Nem esperava mais que educação. Decidi me concentrar numa coisa que talvez tenha realmente me dado prazer: objetivo. Conheci mundos aos quais não posso descrever... A história diz que não se pode fazer uma descrição detalhada das coisas se não houver um espaço de tempo para ser avaliado. E eu ainda estou vivendo essa coisa muito bem. E está muito bem guardada.

Entrar numa universidade foi uma das coisas que calaram a boca de muita gente. Mas não foi só isso, é a oportunidade de calar muitas outras. Mas não vem ao caso. O caso é que lá eu conheci muita gente que realmente me deu uma oportunidade de avaliar e clarear mais sobre o que realmente a teoria pode falar de certo. As pessoas, que estudam até muito mais essas tolas teorias que eu, na percebem que o senso comum hoje em dia impregna muito mais fácil, e que tentar fugir é correr para cima dela. A gente só conhece o senso comum quando se está nele, quando é consumido por ele... E, quando a gente menos espera, nos tocamos bem mais rápido que muita gente. Essa gente que se diz bem informada acaba achando que ser isto é adquirir frieza o bastante para julgar os outros. E cobra ainda isso dos outros. Se se sai bem nessa, eu não sei. Como é que chama o nome disso? Só quero fazer um alerta: acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz. Compreende? Um caroço de magoas não se esvazia assim.

segunda-feira, junho 18, 2007

Ai Ai....

Eu não perco essa mania de abandonar meu bloguizinho, deixar ele à toa... mas eu prometo que vou tentar... Ahh.. não prometo nada. Tem hora que a gente pode deixar a coisa no ar. Não ando muito bem, tenho me fechado muito no mundo. Vai ver uma hora em que eu decidir realmente acordar e me organizar, tudo começa realmente a dar certo. Depende do que eu quero, depende do que for... Independente do que for.
Fico sempre achando que posso mudar o mundo para as mil maravilhas, que posso mostrar e deixar ser, lutar e deixar rolar... Sei lá.. Tô deprimente.

Já disse aqui poemas surdos notícias racionais demais para meu tipo e textos soltos demais para realmente alguém ter paciência de ler. Tanto faz, agora as coisas estão realmente se mostranto do jeito que devem ser e realmente se mostrando do jeito que podem vir a me engrandecer. Eu, ouvindo uma música consegui retirar a frase que realmente me faria sorrir... "Acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz." Só não fiquei mais feliz poque não fui eu quem fiz. Deprimente.

O texto não sai do jeito que devia, mas sai de acordo com o que acontece, como a mente anda, como o corpo manda e como está o clima. A gente não tem que ficar esperando o além vir a si, mas só com CAcOS.

Ah, pra quem não entendeu, eu desenterro uma das frases que mais me fizeram ficar nesse turbilhão infinito...

QUEM FAZ SENTIDO
É SOLDADO

quinta-feira, abril 12, 2007

Não vou não

Há algo neste mundo que não está certo. Há algo nesse poço de podridão que não que parar de cheirar mal, que não quer tomar banho, menos ainda relaxar... tirar essa impureza tola de pensamentos... supérfluos. Enquanto tudo parece perfeito pra uns, e outros fazem coisas que você espera que seja inocência, outros se prendem num mundo intolerante consigo mesmo, que discursa versos soltos e... inúteis, brigando com o ar enquanto têm saudades daqueles tempos em outros “mundos”, que tudo era outra vida e tudo não passava de versos soltos. São coisas tão óbvias, tão óbvias, que ninguém ousa discutir, ou jogar contra: a derrota nunca vem do mundo, vem das pessoas. Elas ficam tão presas numa verdade verdadeira que elas odeiam, mas sempre a defendem, como masoquista à beira do paraíso, digo, abismo. Aliás, obviedade nem sempre é sinônimo de burrice, senso comum nem sempre deve ser tratado como inferior: ele é mais forte que nós. Eu já não os enfrento mais como antes, eu não quero mais perder essa briga. Há algo estranho nesse mundo, e não vou responder por ele.

quarta-feira, abril 04, 2007

Meia frase basta

Porque um blog-diário se eu nem fico na internet diariamente?
Minha idéia de fazer desse blog um diário partiu do pressuposto de eu ter vontade de me expressar, de contar fatos e situações, mas acabei nem atualizando muito, como sempre, nem, quando atualizo, falando situações. Agora e nesse momento de morgação minha crio um movimento egocentrista: Estupro das idéias: um não conceito de uma não-teoria; a negação da negação do não dito; o estudo do grão de areia do deserto. ou como diria Raúl, "o raso, o largo e o profundo".
Livre de Ideologias, e sem querer saber de comentários (pouco me importa, são apenas números), eu, no meu ego mais que perfeito, vou jorrar, como acontecimento vivido, no meu pequeno diário (construído e reconstruído a cada três postagens) meus devaneios políticos, filosóficos, sociológicos, antropológicos, geográficos, comunitários, andarilhos e frustantes para o eterno deleite de quem não tem nada pra fazer e leu até aqui esse monte de palavras que não dizem nada.

Tô virando um ser teórico, que usa a teoria até na pratica, e interlaça esses termos para um comum acordo de teses. ok?

terça-feira, março 13, 2007

Cê veja, suja.

"Olha, Deus me livre do populismo irrealista dos Chávez e Morales da vida. Mas nessas horas, quando vejo o Brasil sendo tão passivo - não importa por qual buraco - dá um pouco de vergonha deles."

Maurício Ricardo, na seção "E-Mails Comentados" do Charges.com.br

Sou fã desse careca aí em cima. Ele está falando da visita Bushiana ao Brasil, e o "acordo" assinado pelo nosso Füher com o outro lá.

Em, vcs pensam o que? Aqui tbm é cultura. xD

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

Não sei

Não sei. Não sei se é bilíngüe ou mau dito. Mas que não entendo. Não, entendo. Não que eu não queira. Mas por que não sei. Simplesmente não sei. Não sei se é mais belo ou feio. Mau amado ou sincero... não sei. Nem sei se era pra eu estar aqui, ou se a calcinha é vermelha, ou se o que é não é ou se sorvete é quente. Não sei. Não sei se o que existe é maluco, ou o quem entende é honesto, ou que o gelo é conserva... Mas sei que não tenho nada pra fazer.....



Daí faço isso:

Alguns minutos se passam

Mas não há hora em partir

Que de mil

Dos mil

Raios partam

Quero que sobre algum grão

Pra que tanta manha nessa tentação

Tanto bafafá nesse meu tãtã

Quero mais esvair essa pena

De eu de mim

Tão leve e insossa

Como não se vê mais

Queria apenas um certo

Álibi

Algo q engrandeça essas vontades súbitas

Verdades insólitas apenas

Como concreto

Para meus símbolos

terça-feira, fevereiro 20, 2007

Sem todos os (sic)'s devidos

Nas minhas últimas horas devaguei sem local certo e sem dúvidas o quanto isso me faz mal. Quando menos a gente espera já se passaram meia hora – às vezes até bem mais – e você se toca que estava estático, perdido em pensamentos as vezes tão irreais que nos pare verdade. Parece que paramos no tempo só para parecermos o nada que não podemos ser nesse momento. A lembrança invade e a gente lembra que não somos de ferro, que aquela racionalização às vezes rude faz a gente virar uma pedrinha de gelo, que se agonia a cada fuga sua desse ciclo, hoje quase incontestável, de solidificações em larga escala. Por isso amo meu lado que voa que se assume que grita que se fecha que se desconecta. Ele é beem mais sincero e direto que meu lado sentado.

Depois de voar, e procurar várias possibilidades de combinações, fui remembrando cada centímetro de frases diversas e seguras. Descobri que a gente sempre tem um recado para dar. Há vários deles possíveis. Num momento aparecem vários, mas a gente tem que sempre escolher entre o mais bonito e o que fala mais. Mas quando a gente encontra essa vitamina toda num recado só temos a certeza de que ele não pode passar... Pode ser simples, sincero, ou decorrente de situações inusitadas como pegar um violão e conseguir tirar uma música de uma banda sem querer, sem mais nem menos ela aparecer para você, te pegar de lado e trazer você de volta para aquele belo liquidificador de emoções-racionais...

Ouro e Rubi - Odisséia



Sabe àquela hora em q tudo acaba?

Teu castelo o vento vem e desaba?

O calendário para, o relógio falha,

Coração no escuro sozinho dispara.


Acabou a festa é hora de partir,

A tristeza é certa se ficar aqui,

Catando pedaço desse teu passado,

Olha para frente q eu estou do lado


Vamos seguir juntos num caminho iluminado,

Derrubando muros e inventando outro passado,

Olho no futuro, um sorriso em cada passo,

Sou o teu presente, vem correndo pra esse abraço!


Vem cantar! Vem sorrir! Vem fazer da vida ouro e ruby!

Vem pra cá olha aqui, tudo recomeça depois desse fim!