
Para que as críticas feitas por certas pessoas que não vou dizer o nome não passem de palavras soltas. Queria ver mais objetividade? Taí. xD
Não quero ser caroço de mágoas. Me lembro que um dia, nesses meus delírios de momento, sentei devagar ao lado de alguém, e como um sussurro, no ouvido, coloquei para fora todas as angústias de sempre, todas as marmotas que me fizeram ser o que sou. Não que eu queira ser normal, mas que eu tenho sonhos o bastante para me deixar levar tão facilmente por momentos tolos, e me deixar rezar outros momentos, dessas palavras soltas que me deixam tão sóbrio, tão sombrio em torno de um mistério que nem minha mente consegue processar. Alguns chamam de frescura...
Não sei, não quero colocar em dúvida minhas memórias. Eu quero por em cheque, depois de ter vivido esse mínimo, é o que realmente é essa história tola de ser isto ou aquilo. Quem me conhece sabe o que falam de mim. Bom, para mim não importa realmente, pelo menos agora. Mas de um tempo para cá, venho percebendo que, se for para eu pelo menos ser um professor-de-sociologia-não-reconhecido tenho que me tocar que a realidade está bem mais próxima do que penso. Tenho que deixar de achar que as histórias e teorias são somente isto. Tenho que transcender, ficar acima da caverna, ficar acima desse bando de tolos que acham que sabem de alguma coisa. Talvez seja menos reconhecido por isso, tomara que não. Tomara que minha crença que rogo aqui caia de certo, que queime minha língua, que não seja de toda ruim essa merda.
Nada começa por acaso. Quando se tem um grande amor na porta de casa, isso fica muito melhor. Quando se tem a oportunidade de estar sempre perto de quem pelo menos lembra de você, te liga, te manda mensagens, te coloca onde sempre sonhou, te dá momentos que talvez não tenham sido tão loucos assim, mas que certamente marcaram, a gente tem a sensação que com certeza achou melhores tempos para si. Não quando isso não dura mais que três semanas. E ainda vira um vulto devoto. É... deixe-O. Não sei se foi por razão tola, as lembrei duma daquelas teorias chatas de Durkheim, onde, se uma parte da sociedade não está funcionando bem, toda ela se prejudicará. Será que isso serve também pra psicologia? Tomara que não. Há coisas que o positivismo não entende. Ou será que Weber já adivinhava que as pessoas até deixariam as outras por achar que outras pessoas têm mais status?
Ah... aí vira outra história, e que acho que não cabe em chatice de teorias. Marx dicere que as pessoas têm uma vida própria e que se deve levar em conta isso. Os homens, os trabalhadores, não são máquinas. Tem gente que não sabe disso. Sabe, já vivi coisas que realmente não sei se é legal falar. Builling, não é assim que se chama? É... são realmente coisas que não sei se vou me sentir bem falando. Posso chegar uma hora que não é mais esse troço. Já na minha adolescência, mais um desses meus casos estranhos e mal resolvidos. Mas agora a sombra é pior, e bem maior. Já que não sabia o que fazer, já que não sabia o que ia ser, mergulhei nesse submundo estranho e com nada concreto. Fui fundo nessa, onde surgiram meus maiores prazeres, onde surgiram minhas maiores descobertas, meu mundo ficou maior, minha cabeça expandiu... Virei totalmente klandestino numa névoa insossa, insaciável, em busca de uma coisa que nunca se vou explicar como se guarda. Foi uma mistura de adrenalina com paixão que nunca mais vou esquecer, foi um estorvo hilariante, foi minha descoberta da pior coisa que poderia acontecer na minha vida: esses paradoxos chinfrins, ou mais que isso, que aprendi, e que me fizeram tornar o mais frio e calculista poeta. Mas, por via de regra, a pessoa eu não estava totalmente ligado nessa emoção estranha que entrava pelos pulmões, e que faziam secar todas as esperanças de que realmente eu poderia ter uma volta.
Volta? Nunca estive melhor, meus maiores escritos saíram dessa época, o melhor eu que poderia existir por aqui entrou pelo meu sangue e reluziu todo tipo de emoção que eu poderia ter... Mas será que realmente isso era pra mim mesmo? Será que eu não fazia isso pra mostrar pras pessoas que realmente, que decididamente, era um mito, um buraco no espelho? Não bastava eu aprender que espíritos não eram tão descontentes, e que a minha espiritualidade seguia a risca meu cabelo? Não sei. E era bom demais que as pessoas pensassem que tudo isso era uma fase, principalmente as que querem pulá-la, que acham que a vida é que nem o desenho animado, ou igual aos livros com outras teorias tolas, as quais não sei se tenho vontade de rasgar ou ler até o final para não cometer os mesmos erros. Nada se compara com o sabor do fel, o sabor de uma bela derrota, o sabor de um momento onde se quebra o espelho, se quebra a metade de um espelho onde eu achava que tinha a única possibilidade de me ver direito. Não importa se foi bom ou mal. Eles são imagens da mesma barbeiragem.
Dentro de um buraco não há como se ter uma vitória maior que uma ligação. Não uma ligação normal, mas daquelas que você está sonhando e que realmente te faz parecer outro. A gente pensa que não pode fazer algo por que é isso ou aquilo... realmente as vezes não pode, mas fazem pela gente. Numa noite a gente muda o pensamento... De uma vez que se liga para ir num shopping, e lá você fica com outra. Ótimo quando se sentiu como me senti. Um beijo de conto de fadas. Mas a melhor ligação veio um pouco depois. Essa não preciso explicar. Foi só um pouco menos que mágico. Pra ser sincero, não esperava mais. Nem esperava mais que educação. Decidi me concentrar numa coisa que talvez tenha realmente me dado prazer: objetivo. Conheci mundos aos quais não posso descrever... A história diz que não se pode fazer uma descrição detalhada das coisas se não houver um espaço de tempo para ser avaliado. E eu ainda estou vivendo essa coisa muito bem. E está muito bem guardada.
Entrar numa universidade foi uma das coisas que calaram a boca de muita gente. Mas não foi só isso, é a oportunidade de calar muitas outras. Mas não vem ao caso. O caso é que lá eu conheci muita gente que realmente me deu uma oportunidade de avaliar e clarear mais sobre o que realmente a teoria pode falar de certo. As pessoas, que estudam até muito mais essas tolas teorias que eu, na percebem que o senso comum hoje em dia impregna muito mais fácil, e que tentar fugir é correr para cima dela. A gente só conhece o senso comum quando se está nele, quando é consumido por ele... E, quando a gente menos espera, nos tocamos bem mais rápido que muita gente. Essa gente que se diz bem informada acaba achando que ser isto é adquirir frieza o bastante para julgar os outros. E cobra ainda isso dos outros. Se se sai bem nessa, eu não sei. Como é que chama o nome disso? Só quero fazer um alerta: acredito que errado é aquele que fala correto e não vive o que diz. Compreende? Um caroço de magoas não se esvazia assim.