.........Façamos, ao deixarmos em aberto a estada do saber, uma abertura lógica sobre a necessária introdução. Abramos nós por osmose o conjunto de acasos que nossa leveza não segue. Podemos começar de um encontro? Ou um diário malformado com anotações pesadas sobre os segundos de uma vida maldita: não sei como começou a briga. Talvez, quase com certeza, veio do atrito mórbido daquela frase-mor de toda fagulha acesa. Não queria convencê-lo a fazer aquilo. O murro não foi tão forte, mas conseguiu manter a linha crescente de ruptura. Esta separação começou há muito, internamente, paralela aos internos e individuais conflitos. Vidas opostas não podem ser desconsideradas no espaço-tempo desta tangente infinita que, por eu não discutir mais, também me é vago o link de lembrança dela na vida cotidiana.
..........Andava olhando com passos largos, com olhares rápidos à procura de formas e fatos que preencheriam sua mente no momento – milimetricamente vê as montanhas de informação se formando. Fazia suas anotações mentais, querendo entender o mundo no crítico momento externo de sua vida. Os passos diminuem quando procura o vago do céu e relaxa do mundo, respira-o transitando em degradé essa sua objetividade insólita para subjetividade, suavizando seu ser, por um segundo, e depois sentava na roda de amigos com um olhar que silenciava a conversa.
segunda-feira, janeiro 19, 2009
quarta-feira, outubro 22, 2008
Capítulo
Sobreponho-me ao andar ritmado de sempre. Penso sempre que andando assim chego mais rápido em casa. Mas naquele dia a rua parecia esticada, o sol mais forte e os olhos mais ardidos, como se estivesse num deserto úmido e quente com um ar frio e seco embaçando a visão. A minha mente não saia da dela, e os pontos, que em mim sempre formaram momento, se dissolveram no ar como em teoria. Tive a suposição de que não queria voltar para casa. Sentei-me na mesa que vi quando passava num bar e pedi uma Coca-Cola, da mais gelada que tinha.
Toda vez que me revolto com o mundo eu peço uma Coca. Todo dia eu tomo uma. Cerveja é para quando a gente está feliz, quando está tudo bem e não me faz pensar mais nos problemas. Quando a gente está realmente feliz, nenhum alterador de consciência altera o humor que é construído disso tudo. Não, não quero botar mais confusão nesse barulho. O refrigerante desceu, deixando que minha mente conseguisse parar de pensar no mundo, fez com que minha “ela” se focasse no descer daquele gosto inconfundível e estranho: meio ácido, meio gás.
Já no ônibus, penso na vida. Construo um conto de fadas para ter o que pensar. Lembrando do dia que, em uma roda com todas as pessoas que eu lembrei existir naquele momento, mas que nem mesmo me conheciam, respondi:
- Meu nome é, e não deixa de ser, algo que eu não quero me destituir. Hisaque parece, mas não é comum.
Toda vez que me revolto com o mundo eu peço uma Coca. Todo dia eu tomo uma. Cerveja é para quando a gente está feliz, quando está tudo bem e não me faz pensar mais nos problemas. Quando a gente está realmente feliz, nenhum alterador de consciência altera o humor que é construído disso tudo. Não, não quero botar mais confusão nesse barulho. O refrigerante desceu, deixando que minha mente conseguisse parar de pensar no mundo, fez com que minha “ela” se focasse no descer daquele gosto inconfundível e estranho: meio ácido, meio gás.
Já no ônibus, penso na vida. Construo um conto de fadas para ter o que pensar. Lembrando do dia que, em uma roda com todas as pessoas que eu lembrei existir naquele momento, mas que nem mesmo me conheciam, respondi:
- Meu nome é, e não deixa de ser, algo que eu não quero me destituir. Hisaque parece, mas não é comum.
sexta-feira, agosto 08, 2008
Olhos
Eu respiro, com pressa, e o ar entra em colapso com a minha espera ansiosa por isso.
Não me convenço de nenhuma outra trajetória, não admito os passos finos com o abrupto peso em meus olhos.
Meu olhar turvo não espera ver o concreto afago e aquele frio toma a ansiedade dos olhos.
Aperto os passos e o ar violento nos pulmões acelera a mente, tanto querer e vontade quanto o momento devia, e que absurdamente a leveza toma e o olhar fica brando-amarelado com outro toque sutil da curva. Suave a mente espairece.
Meu caminho de pedra está salvo diante essa serena base de vida que esse passado corrói em mim.
Quem me dera que essa vulto me seguisse até o leme que conduz essa pedra, que enraíza essa coisa, mas que me coloca num altar fictício em busca de um momento em que meus olhos fiquem cinzentos...
Não me convenço de nenhuma outra trajetória, não admito os passos finos com o abrupto peso em meus olhos.
Meu olhar turvo não espera ver o concreto afago e aquele frio toma a ansiedade dos olhos.
Aperto os passos e o ar violento nos pulmões acelera a mente, tanto querer e vontade quanto o momento devia, e que absurdamente a leveza toma e o olhar fica brando-amarelado com outro toque sutil da curva. Suave a mente espairece.
Meu caminho de pedra está salvo diante essa serena base de vida que esse passado corrói em mim.
Quem me dera que essa vulto me seguisse até o leme que conduz essa pedra, que enraíza essa coisa, mas que me coloca num altar fictício em busca de um momento em que meus olhos fiquem cinzentos...
quarta-feira, abril 23, 2008
Em fim
Não sei mais escrever. Toda minha escrita está resumida ao ponto inútil e lógico. Todo ponto inútil e lógico que me leva a pensar rigorosamente aqueles tolos pontos. Para que momentos numa inútil busca pela decadência? Do saber que não sabe socrático ao modernismo complexo da internet. Não me mereço ao ponto de dizer que não quero mais escrever, não quero mais criar nem mais singelas palavras, como ao luar da lua que fazem as estrelas parecerem caídas. Nem mais a mais melosa das frases sôa longínqua e metaforicamente ao ponto-momento de dizer o que realmente quero. As palavras não são confusas. Eu que ao longo do tempo não consigo mais precisar delas...
Eu não sei mais fazer poesia?
Eu não sei mais fazer poesia?
sábado, fevereiro 16, 2008
Todo do mundo
Acabei de conhecer esse kra. Fuçando no youtube. Sabe... As duas músicas são como uma luva pra mim.
Para continuar essa caminhada estranha minha, agora com burocracias loucas que continuam a não ser minhas, tenho que procurar coisas novas! Às vezes é mais-que-bom!
Apesar de uma coisa que aconteceu que está me deixando muito preocupado, com certeza devo estar nos meus melhores dias da minha vida.
Voltei a tocar violão. Não só tocar, a treinar mesmo. Talvez eu consigo tocar uma música dessas, ou compor uma desse tipo. Eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo a fora...
Resolvi ficar deitado em vez de andar pra lá e pra cá para ver se o pensamento cessa. Isso não existe. Pelo menos já estou imune.
Às vezes eu esqueço que devia estar feliz...
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
Sabe que um dia a gente para pra pensar que o que está acontecendo não é mero acaso ou qualquer coisa que passe na cabeça. O que eu estou sentindo esses dias é, sim, realmente uma dor de parto. Agora tenho que me portar direito, parar de dizer coisas tolas e sem sentido como as palavras do post anterior. Já que não saem de mim, no momento, palavras que me fazem sentir bem, e do jeito que sempre sou acostumado a escrever, colocando tudo pra fora numa simbologia do absurdo (no pior sentido da expressão) então fico aqui com palavras racionais e tolas, de quem parece estar resmungando só pra ser xingado pela música Maneiras do tio Zeca Pagodinho ou algo do tipo.
Agora só faço o esforço para decifrar meus símbolos...
Ô meu blogs... tinha esquecido o quanto você me fazia bem...
Agora só faço o esforço para decifrar meus símbolos...
Ô meu blogs... tinha esquecido o quanto você me fazia bem...
terça-feira, fevereiro 05, 2008
Nó Não
Não sou de criar linhas absurdas, nem de gritar nomes pro alto. Menos ainda de gritar contra meus canhotos pensamentos absolutos sobre qualquer futuro que crio com os olhares perdidos. Há mais olhares para o horrendo do que para a beleza do seu tempo.
*
E o que fazer quando seus eternos companheiros parecem querer te abandonar de sorrateiro? Quando de repente você se vê com um pedaço de si arrancado por um desleixo, por uma falta de esforço? Porque esse vazio que está me consumindo, alguém me ajuda a entender?!? Uma explicação a mais para minha cabeça que me parece agora mais um balão, pensando em futuro ou em imagem profissional, ou em como devo me portar em momento x e y... coisas que dizia “longe de mim”!! Parece que isso é uma doença... Pensadores me perdoem!! Senso-comum mata! Ou... o que realmente não mata?
...
O que devo fazer pra me rejuvenescer, então? Entregar-me às delicias do capitalismo, à delícia ilusória mental da revolução, ou mesmo continuar com essa dor de parto na procura de algo que não precisa ser original, mas pessoal? Vai ver foi só uma passagem, para adaptação...
Não... não é nada emocionante você assinar a burocracia dos outros, nem ver milhares de pessoas tirando a primeira habilitação passar nas suas mãos sento que você sonha com a sua primeira habilitação! Mas eu não reclamo disso, como eu ando dizendo... “Pelo menos não morro mais de fome”.
De tanto tentar decifrar, ainda vou dar nó nesse fio.
*
E o que fazer quando seus eternos companheiros parecem querer te abandonar de sorrateiro? Quando de repente você se vê com um pedaço de si arrancado por um desleixo, por uma falta de esforço? Porque esse vazio que está me consumindo, alguém me ajuda a entender?!? Uma explicação a mais para minha cabeça que me parece agora mais um balão, pensando em futuro ou em imagem profissional, ou em como devo me portar em momento x e y... coisas que dizia “longe de mim”!! Parece que isso é uma doença... Pensadores me perdoem!! Senso-comum mata! Ou... o que realmente não mata?
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O que devo fazer pra me rejuvenescer, então? Entregar-me às delicias do capitalismo, à delícia ilusória mental da revolução, ou mesmo continuar com essa dor de parto na procura de algo que não precisa ser original, mas pessoal? Vai ver foi só uma passagem, para adaptação...
Não... não é nada emocionante você assinar a burocracia dos outros, nem ver milhares de pessoas tirando a primeira habilitação passar nas suas mãos sento que você sonha com a sua primeira habilitação! Mas eu não reclamo disso, como eu ando dizendo... “Pelo menos não morro mais de fome”.
De tanto tentar decifrar, ainda vou dar nó nesse fio.
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