quarta-feira, março 25, 2009

Changes


Quando a vida muda, tentamos buscar pretextos para escapar da consciência. Tentamos buscar novidades, falar mais simples, mas nunca conseguimos chegar ao final porque, o que espero que todo mundo tenha o mesmo problema, não conseguimos saciar a vontade dessa ambição boa que é a criatividade.
Pegamos a rabeira desse caminho e batemos de cara cada vez mais nesses desafios. Faz duas semanas que meu professor morreu. Admito que não gostava dele, pelo menos em público. Era uma pessoa singular em seu jeito e gestos. Me reprovou três vezes e criou em mim uma repulsa extraordinária desse mundo acadêmico que cada vez mais entrava, numa mistura de amor e ódio. Declaro aqui que me esforçava, tentava me deixar entender, mas não dava. A cada vez que olhava pra ele sentia uma nova sensação, uma repulsa contrária, um desejo de mostrar o que eu posso! Mas sempre caia.
Por causa desse desejo crescente já não o via mais como barreira. Ele era cada vez mais um desafio crescente, uma pessoa que não seria fácil, mas que eu queria que visse minha vitória estampada. Eu queria ser melhor. E por isso mesmo comecei a admirá-lo porque, com aquilo, talvez mesmo sem estar percebendo, criava um Fábio mais objetivo e pronto para enfrentar os desafios da academia e saber que, o que seria bom, seria aquilo que eu criasse de diferencial.
Tenho que admitir que fiquei mais mal que muita gente. Agora vou continuar seguindo meu ritmo lento e criar minha linha de criatividade ambiciosa, enquanto lembro cada vez mais dessa repulsa que marcou minha vida e que estará na memória sempre que eu precisar de um motivo de dizer que eu posso. Espero que esse mártir para minha consciência seja um passo para minha mudança estratégica e que sua alma esteja somando todo o caminho de pedras que é esse momento.
o Lopes marcou minha vida.

segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Simples

Deixando a página em branco não me permito extrapolar os limites mínimos interpostos pela confusão que é essa estrada. Me encontro talhando memórias, inventando passados. Tudo para minha vida virar seção da tarde e construir virtudes que não me cabem mais. Às vezes é bom se passar pelo que não é, esperando fingir estar apaixonado por um pedaço de papel. Me pego tentando ver um túnel, fitando momentos desalinhados em busca de um livro que já li, de um conto vestido de preto só para o citar parecendo conseguir reler, soprando em palavras quando senti meu braço, jovialmente cansado pelo tempo, desanimei injustamente do que me forneceu estrutura e do que, por um tempo, me forneceu força para continuar escrevendo, um dia me disseram.

segunda-feira, janeiro 19, 2009

Grupo

.........Façamos, ao deixarmos em aberto a estada do saber, uma abertura lógica sobre a necessária introdução. Abramos nós por osmose o conjunto de acasos que nossa leveza não segue. Podemos começar de um encontro? Ou um diário malformado com anotações pesadas sobre os segundos de uma vida maldita: não sei como começou a briga. Talvez, quase com certeza, veio do atrito mórbido daquela frase-mor de toda fagulha acesa. Não queria convencê-lo a fazer aquilo. O murro não foi tão forte, mas conseguiu manter a linha crescente de ruptura. Esta separação começou há muito, internamente, paralela aos internos e individuais conflitos. Vidas opostas não podem ser desconsideradas no espaço-tempo desta tangente infinita que, por eu não discutir mais, também me é vago o link de lembrança dela na vida cotidiana.

..........Andava olhando com passos largos, com olhares rápidos à procura de formas e fatos que preencheriam sua mente no momento – milimetricamente vê as montanhas de informação se formando. Fazia suas anotações mentais, querendo entender o mundo no crítico momento externo de sua vida. Os passos diminuem quando procura o vago do céu e relaxa do mundo, respira-o transitando em degradé essa sua objetividade insólita para subjetividade, suavizando seu ser, por um segundo, e depois sentava na roda de amigos com um olhar que silenciava a conversa.

quarta-feira, outubro 22, 2008

Capítulo

Sobreponho-me ao andar ritmado de sempre. Penso sempre que andando assim chego mais rápido em casa. Mas naquele dia a rua parecia esticada, o sol mais forte e os olhos mais ardidos, como se estivesse num deserto úmido e quente com um ar frio e seco embaçando a visão. A minha mente não saia da dela, e os pontos, que em mim sempre formaram momento, se dissolveram no ar como em teoria. Tive a suposição de que não queria voltar para casa. Sentei-me na mesa que vi quando passava num bar e pedi uma Coca-Cola, da mais gelada que tinha.

Toda vez que me revolto com o mundo eu peço uma Coca. Todo dia eu tomo uma. Cerveja é para quando a gente está feliz, quando está tudo bem e não me faz pensar mais nos problemas. Quando a gente está realmente feliz, nenhum alterador de consciência altera o humor que é construído disso tudo. Não, não quero botar mais confusão nesse barulho. O refrigerante desceu, deixando que minha mente conseguisse parar de pensar no mundo, fez com que minha “ela” se focasse no descer daquele gosto inconfundível e estranho: meio ácido, meio gás.

Já no ônibus, penso na vida. Construo um conto de fadas para ter o que pensar. Lembrando do dia que, em uma roda com todas as pessoas que eu lembrei existir naquele momento, mas que nem mesmo me conheciam, respondi:

- Meu nome é, e não deixa de ser, algo que eu não quero me destituir. Hisaque parece, mas não é comum.

sexta-feira, agosto 08, 2008

Olhos

Eu respiro, com pressa, e o ar entra em colapso com a minha espera ansiosa por isso.
Não me convenço de nenhuma outra trajetória, não admito os passos finos com o abrupto peso em meus olhos.
Meu olhar turvo não espera ver o concreto afago e aquele frio toma a ansiedade dos olhos.
Aperto os passos e o ar violento nos pulmões acelera a mente, tanto querer e vontade quanto o momento devia, e que absurdamente a leveza toma e o olhar fica brando-amarelado com outro toque sutil da curva. Suave a mente espairece.
Meu caminho de pedra está salvo diante essa serena base de vida que esse passado corrói em mim.
Quem me dera que essa vulto me seguisse até o leme que conduz essa pedra, que enraíza essa coisa, mas que me coloca num altar fictício em busca de um momento em que meus olhos fiquem cinzentos...

quarta-feira, abril 23, 2008

Em fim

Não sei mais escrever. Toda minha escrita está resumida ao ponto inútil e lógico. Todo ponto inútil e lógico que me leva a pensar rigorosamente aqueles tolos pontos. Para que momentos numa inútil busca pela decadência? Do saber que não sabe socrático ao modernismo complexo da internet. Não me mereço ao ponto de dizer que não quero mais escrever, não quero mais criar nem mais singelas palavras, como ao luar da lua que fazem as estrelas parecerem caídas. Nem mais a mais melosa das frases sôa longínqua e metaforicamente ao ponto-momento de dizer o que realmente quero. As palavras não são confusas. Eu que ao longo do tempo não consigo mais precisar delas...

Eu não sei mais fazer poesia?

sábado, fevereiro 16, 2008

Todo do mundo



Acabei de conhecer esse kra. Fuçando no youtube. Sabe... As duas músicas são como uma luva pra mim.


Para continuar essa caminhada estranha minha, agora com burocracias loucas que continuam a não ser minhas, tenho que procurar coisas novas! Às vezes é mais-que-bom!
Apesar de uma coisa que aconteceu que está me deixando muito preocupado, com certeza devo estar nos meus melhores dias da minha vida.
Voltei a tocar violão. Não só tocar, a treinar mesmo. Talvez eu consigo tocar uma música dessas, ou compor uma desse tipo. Eu tenho o tempo do mundo, tenho o mundo a fora...

Resolvi ficar deitado em vez de andar pra lá e pra cá para ver se o pensamento cessa. Isso não existe. Pelo menos já estou imune.
Às vezes eu esqueço que devia estar feliz...