Nas minhas últimas horas devaguei sem local certo e sem dúvidas o quanto isso me faz mal. Quando menos a gente espera já se passaram meia hora – às vezes até bem mais – e você se toca que estava estático, perdido em pensamentos as vezes tão irreais que nos pare verdade. Parece que paramos no tempo só para parecermos o nada que não podemos ser nesse momento. A lembrança invade e a gente lembra que não somos de ferro, que aquela racionalização às vezes rude faz a gente virar uma pedrinha de gelo, que se agonia a cada fuga sua desse ciclo, hoje quase incontestável, de solidificações em larga escala. Por isso amo meu lado que voa que se assume que grita que se fecha que se desconecta. Ele é beem mais sincero e direto que meu lado sentado.
Depois de voar, e procurar várias possibilidades de combinações, fui remembrando cada centímetro de frases diversas e seguras. Descobri que a gente sempre tem um recado para dar. Há vários deles possíveis. Num momento aparecem vários, mas a gente tem que sempre escolher entre o mais bonito e o que fala mais. Mas quando a gente encontra essa vitamina toda num recado só temos a certeza de que ele não pode passar... Pode ser simples, sincero, ou decorrente de situações inusitadas como pegar um violão e conseguir tirar uma música de uma banda sem querer, sem mais nem menos ela aparecer para você, te pegar de lado e trazer você de volta para aquele belo liquidificador de emoções-racionais...
Ouro e Rubi - Odisséia
Sabe àquela hora em q tudo acaba?
Teu castelo o vento vem e desaba?
O calendário para, o relógio falha,
Coração no escuro sozinho dispara.
Acabou a festa é hora de partir,
A tristeza é certa se ficar aqui,
Catando pedaço desse teu passado,
Olha para frente q eu estou do lado
Vamos seguir juntos num caminho iluminado,
Derrubando muros e inventando outro passado,
Olho no futuro, um sorriso em cada passo,
Sou o teu presente, vem correndo pra esse abraço!
Vem cantar! Vem sorrir! Vem fazer da vida ouro e ruby!
Vem pra cá olha aqui, tudo recomeça depois desse fim!


