terça-feira, fevereiro 20, 2007

Sem todos os (sic)'s devidos

Nas minhas últimas horas devaguei sem local certo e sem dúvidas o quanto isso me faz mal. Quando menos a gente espera já se passaram meia hora – às vezes até bem mais – e você se toca que estava estático, perdido em pensamentos as vezes tão irreais que nos pare verdade. Parece que paramos no tempo só para parecermos o nada que não podemos ser nesse momento. A lembrança invade e a gente lembra que não somos de ferro, que aquela racionalização às vezes rude faz a gente virar uma pedrinha de gelo, que se agonia a cada fuga sua desse ciclo, hoje quase incontestável, de solidificações em larga escala. Por isso amo meu lado que voa que se assume que grita que se fecha que se desconecta. Ele é beem mais sincero e direto que meu lado sentado.

Depois de voar, e procurar várias possibilidades de combinações, fui remembrando cada centímetro de frases diversas e seguras. Descobri que a gente sempre tem um recado para dar. Há vários deles possíveis. Num momento aparecem vários, mas a gente tem que sempre escolher entre o mais bonito e o que fala mais. Mas quando a gente encontra essa vitamina toda num recado só temos a certeza de que ele não pode passar... Pode ser simples, sincero, ou decorrente de situações inusitadas como pegar um violão e conseguir tirar uma música de uma banda sem querer, sem mais nem menos ela aparecer para você, te pegar de lado e trazer você de volta para aquele belo liquidificador de emoções-racionais...

Ouro e Rubi - Odisséia



Sabe àquela hora em q tudo acaba?

Teu castelo o vento vem e desaba?

O calendário para, o relógio falha,

Coração no escuro sozinho dispara.


Acabou a festa é hora de partir,

A tristeza é certa se ficar aqui,

Catando pedaço desse teu passado,

Olha para frente q eu estou do lado


Vamos seguir juntos num caminho iluminado,

Derrubando muros e inventando outro passado,

Olho no futuro, um sorriso em cada passo,

Sou o teu presente, vem correndo pra esse abraço!


Vem cantar! Vem sorrir! Vem fazer da vida ouro e ruby!

Vem pra cá olha aqui, tudo recomeça depois desse fim!

domingo, fevereiro 18, 2007

Agora

A vida anda pacata ultimamente. Não me permito coisas q deveria abraçar com tudo. Essas coisas deixam a gente frustrado. Tendo ninguém pra fazer cafuné, e só tendo um patch “mundo virtual + violão do lado”, resolvi fazer pela primeira vez em minhas vidas esse blog de diário. Pela primeira vez chamar esse blog de diário. Coisas que não tenho com quem falar e, decididamente, só posso dizer virtualmente. Coisas que estão no ínfimo do vazio da mente. Daquelas que, de fato, vão ruindo pelo inchaço dos não-acontecimentos dessa vida incomum que estou tendo. Dum lado um cara. Do outro um ser. Coisas que a gente tenta entender. Sou daqueles seres de várias máscaras, e todas caem a cada sopro. Nada que esmurrar um vidro não resolva.

Ainda faço da vida “ouro e ruby”. Um dia quem sabe como um magnata professor-de-sociologia-não-reconhecido. Sim, porque é sempre assim. A vida chega a ser tão real que desgasta todos os fios de todas as horas. Humildemente: tenho vontade de gritar... Gritar para parecer comum, mais um com atitudes ditas estranhas, mas que todo mundo tem vontade de fazer. Metade de mim já sabe até voar: falta algum tempero...

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

Mi no understand sua fala

E volto, sem mais um nem menos um, para essa tenda. Nem preocupado se uns ou nenhuns não sabem falar. Eu, que vivo preso num mundo distante, não quero conversa com gentinhas atrevidas. Mais falta um tempo morto em mim para agüentar isso que uma luz só para me tirar. E quem dera me dera um sonho só, de liberdade. Passei eras para saber que essas eras não eram tanto tampo assim. Passei horas para acordar de um sonho inabalável. Mas estou aqui de pé, e deixando um recado.

Argo

Vou começar com o óbvio:

Não sou bom em amor. Não sou bom em casos. Não sou bom em jogos de azar, nem sei cozinhar arroz. Não sou bom em matemática. Não sou bom em flerte. Não sou bom em falar com estranhos. Não sou bom em conselhos. Pode parecer chocante, mas é verdade. Não tenho bom gosto. Não tenho grana, nem coragem de dizer que a amo. Não tenho muitos amigos. Não acho ruim ser do modo que sou, mas parece que incomoda. Não respeito futilidades. Não acho graça em escova, nem em mulheres vazias. Mas aprendi que às vezes é preciso fingir. É preciso mentir. É preciso calar.

Acho que do jeito que as coisas vão - se a frase não for muito repetida - nós iremos ou voltaremos pro saco, como preferirem.

E se me fosse permitido dizer uma coisa pra essas pessoas que estão tão cansadas de si mesmas, e não agüentam mais o tédio de suas vidas, seria, Permitam-se.

Permita-se amar, permita-se coragem, permita-se sofrer, permita-se chorar, permita-se arriscar, permita-se dobrar a esquina, permita-se oferecer, permita-se sorrir, e novamente, permita-se amar.

Permitir-se é antes de tudo, uma chave, uma porta transgressora, que pode ser usada a qualquer momento em que o medo, o preconceito ou o simples acaso nos pedir que paremos, que fiquemos estáticos. Paralisados por não podermos prever o futuro de nossas ações. Vale desde uma paquera a uma proposta de emprego, na hora que hesitarmos, repita para si mesmo, permita-se. E encare de frente os atos e suas possíveis conseqüências. Seria uma cópia do Carpe Diem? não. O Carpe Diem tem significado diferente: Aproveite, colha o dia. É usufruir o dia ao máximo, rouba-lo, e fazer cada minuto um momento para não ser esquecido. Simbolicamente muito mais intenso do que o proposto pelo Permita-se.

Use, ouse, exagere, curta, divirta, permita-se, sempre.

Esteja presente.

Achei um bom conselho.

 
Carpe diem quam minimum credula postero.
(colha o dia, confia o mínimo no amanhã)
Estéfano Da Cruz ( www.caidentro.blogspot.com )

terça-feira, novembro 21, 2006

“Entenda o que quiser.”

Moderno provérbio popular.




Mesmo depois de morto Brás teve seus devaneios filosófico, bom porque ele deve ter ficado muito perto da "verdade" universal que todos falam. Nunca ouvi falar. Poderia ter ouvido as conversas que meu pai tinha com o peixeiro da esquina, filosofias de como se formam os rios e mares. Nem que meu sustento viesse disso ia querer discussões tão bobas, acho. Até que a filha do peixeiro era bonita, mas, entre outros anseios meus era por ela estar sempre descalça. Não porque eu não gostava, mas porque minha mãe não gostava. Ela não ia querer ver minha noiva descalça. Eu poderia virar para o lado e cumprimentar a vizinha, ela tinha bons conselhos, dava, conselhos, como ninguém. Principalmente sobre vidas amorosas. Bem que meu amor era meio lúdico, mas sincero e luxúrico, mas lírico.
Nunca fui de me desviar de meus planos, mas esse era menos havaiânico... Ou anti-havaiânico, a guria nem disso gostava. Minhas unhas eram mais bem cuidadas que as dela.
Essa noite pensei...
Como pode um cara que nem eu pisar nessa face, quase norte, da terra. Queria ter nascido entre os monges hindus, ou entre as selvas africanas, principalmente as menos exploradas. Porque? Talvez porque meus olhos doem quando vejo uma televisão, ou minha garganta arranhe quando falo muito. Ou ainda minha cabeça doa com toda essa gente falando até se cansar sobre “que sapato dá menos calo”.

Foi uma cerimônia simples, daquelas que todo mundo fala “que idéia legal”, mas nunca fazem. Porque, também, preciso de algo para me lembrar disso (um casamento é fácil de esquecer, tenha certeza disso). A cerimônia foi realmente simples.
Larguei ela uns dois anos depois.

Nessa face norte da terra quem ganha o pato é o lago. Apesar de eu não gostar de patos, me disseram que pato ao tucupi pode ser uma boa. Nunca provei. Numa dessas reflexões minhas decidi parar com o não aproveitar, fui ao famoso “Dejá vu”: um restaurante que ‘ouve’ seus clientes. Não gostei. Não gostei por que era feio, vi uma ou duas penas enquanto estava mexendo no caldo, e outras três decorando a mesa. Chamei o garçom, três minutos depois ele estava a postos, demorou porque estava ocupado. Olhei para ele e disse: “Pode levar esse pato pro lago”. Mas é sério, ele faltava sangrar. À noite, quando começava a me chegar o sono, fiz pipoca e vi filmes... Vários, todos os quatro que tinha alugado para devolver no outro dia.
Filmes são uma boa pedida para quem não gosta do pôr-do-sol, digo por experiência própria. A cada noite, desde criança me vejo de olhos fechados a cada pôr-do-sol que me passava, dormindo. Para dizer a verdade nunca vi um por do sol, mal em filme, por que viro as costas. Não sei, é irritante. Num dos filmes lembrei do meu anjo despeçado, que deixei chorando um dia dessas dentro de uma casa mórbida. A atriz principal não tinha os pés (recomendo esse filme). Nessa noite vi o dia amanhecer cinzento, com cara de que não vai parar de chover a qualquer hora. Torcia que fosse agora mesmo, para não ir trabalhar na venda de balões que arranjei emprego por um “amigo” meu. Encher balões é um saco.

E choveu.
Choveu tanto que pensar não era o bastante para passar meu tempo... Sozinho eu ali me concentrei em versos ou cartas que eu poderia tirar da minha mente. Estava totalmente sem assunto, comigo mesmo. Minha mente se esvaziava a cada passo meu no mundo-pensamento. O mundo-mente me desviava a atenção para o vazio a cada milésimo de segundo.
Olhei para o relógio: quatro horas da tarde. A chuva estava a parar (para chatos de plantão). Levantei-me e abri a porta do quarto e passei pelo corredor. Na sala tinha um telefone. Puxei-o do gancho e disquei uns números aleatórios, para ver se dava em algum lugar...

ps.: Por exigência de um amigo meu, vou escrever de tudo aqui. Não que não eu me ache, ou ache que alguém entra no blog. Para acordar a gente precisa fazer mais que criticar. Criticar é muito fácil.

sexta-feira, outubro 06, 2006

VAMOS LUTAR, com moderação.


O diálogo falta a cada passo no nosso ambiente. A gente sente isso e nem estamos aí. A falta de uma atitude menos grosseira apodrece as relações entre hierarquias. A falta de solução é vista na infantilidade que os movimentos, os que existem, posam para uma solução. Oportunidades são perdidas por atitudes grosseiras e inoportunas de movimentos que, no simples momento que perdem a razão de ser, desviando-se todas as alternativas viáveis para o andamento e ganho. Isso ocorre até o momento em que se percebe que a defesa do diálogo para qualquer finalidade, num momento, vira ato de rebeldia estrema e taxação desenfreada. É o que acontece com as revoltas atuais dos brasileiros, extremidades. Ou não se tem reação, ou não se tem negociação. Um veneno numa sociedade democrática. Vamos nos revoltar, sim. Mas não vamos tirar nossa razão. As extremidades ficam muito longe de interesses de um dos lados. E, como já dizia Platão, o meio termo é a chave (não necessariamente com essas palavras). O equilíbrio das forças e crucial para o bom andamento da sociedade, para uma sociedade mais próxima de ser justa e humana. Porque a justiça é de todos, não de um grupo, mesmo que seja a maioria, pelo menos na teoria. Exemplos daqui de Rondônia que não sabem o que é diálogo: Governador Ivo Cassol, a maioria da população, e, atualmente, mesmo que um Homem Comum qualquer defenda os mesmos objetivos, o Movimento Estudantil da UNIR.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Mudança cada vez


A população de Rondônia se vê em mais uma prova de que não aprendeu. O clique, e atente para os bens dele], e empresário dos mais ricos, é reeleito. Com sua velha estória passada de boca a boca “ele não fez aqui, mas fez pro ‘interior’”. Dá náuseas.
Agora, torço com todas minhas forças para que seu próximo mandato ele chegue a fazer alguma coisa. Por isso que vou acabar aqui com ladainhas estúpidas e começar a falar de verdade. Quando se está nesse limite têm-se que fazer alguma coisa. E eu pretendo fazer, fazer minha parte pra não se repetir essa putaria que esfacela o estado cada vez mais, que deixa essa podridão continuar discriminadamente. O meu protesto vai ser lendo, mas doído. As coisas vão mudar daqui pra frente.
Vão mudar pra mim, claro. Mas as mudanças começam no microcosmo. Não é, Homem Comum?

quinta-feira, setembro 28, 2006

Voltando, agora de vez



Hoje o dia foi cheio de notícias: Lula não vai ao debate, Ivo é chamado a depor, e eu já to atrasado pra faculdade. Mas tudo por esse blog. Ou quase tudo.

Só uma atualização rápida. Não to muito bem, nem o blog... Coitado... Ele não recebe nenhuma visita por causa de mim que sou um desorganizado. Mas, como prometi, vou acordando o sumido Homem Comum. Ele ta meio fechadão. Também, não preciisa dizer nada depois que o governador não disse nada no debate de ontem Tomara que os outros candidatod vingem alí. Ah, e me desculpe pelos erros gramaticais, to apressado, e um Homem Comum qualquer é o gramatiqueiro do blog


No mais, vlw (notícias importantes, abaixo)

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Quem não sabe debater não sabe governar (Rondônia de mãos limpas)

STJ INTIMA IVO CASSOL PARA INTERROGATÓRIO; O GOVERNADOR DE RONDÔNIA É ACUSADO DE FRAUDE EM LICITAÇÃO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA (TudoRondonia)

Risada do Post (nova MiniColuna que não serve pra nada)

Site defendendo Carlão de Oliveira (acusado como "chefão" da quadrilha na Assembléia Legislativa de Rondônia)

Detalhe para a defesa da impunidade que o Carlão fala. Não seria mais trágico se não fosse tão cômico.

Música do Post

Clique Aqui

Não Acredito

Não acredito quando o Lula diz que não sabia
Não acredito que o Fernando Henrique não fazia
Não acredito em tucano
Não acredito em petista
Não acredito em quem sonha o sonho socialista

Não acredito que agora brasileiro lê e come
Que o Garotinho fosse morrer de fome
Não acredito na elite, porque eu não sou otário
Mas não acredito em alguém só porque foi operário

Toda informação já chega manipulada
Pra que prestar atenção? Não acredito em mais nada!

Eu não acredito!

Não acredito em censura, não acredito na imprensa
Não acredito em gente burra, não acredito em quem pensa
Não acredito em cheques, não acredito em cartões
Não acredito em 12 suaves prestações

Não acredito no banco que me oferece dinheiro
Nem que desodorante age o dia inteiro
Não acredito em anúncio, não acredito em TV
Não acredito em mim, vou acreditar em você?

Foi tanta exposição a essa conversa fiada
Que eu já perdi a noção, não acredito em mais nada

Eu não acredito!

Só vejo corrupção, só vejo gente enrolada,
É tanta maquinação, tanta mentira contada
É tanta informação chegando manipulada
É tanta enrolação, tanta conversa fiada

Que eu não acredito em governo e nem em oposição,
Não acredito em polícia, não acredito em ladrão
Não acredito em ação, e menos em intenção
Não acredito em artista, não acredito em canção

Eu não acredito



(Letra e música: Maurício Ricardo, arranjos Neto Castanheira)