quinta-feira, agosto 31, 2006

Abstraia-se!

Estive num debate ontem onde o candidato à reeleição aqui, Ivo Cassol, falou suas besteirinhas. Na hora que ele foi fazer suas propostas, combinamos de colocar um nariz de palhaço. Eu exagerei um pouquinho: Fiz continência à excelência. To cansado desses demagogos que vivem se aproveitando daqui. Já dizia um amigo meu: "Rondônia não tem os braços abertos, tem as pernas abertas". Um cara de fora vira o um dos maiores latifundiários, e ainda detém parte da produção de energia do estado, com suas mini-usinas, se candidata a governador e fica ludibriando as pessoas. Fala sério: ele é sociopata. Essa é minha tese: onde já se viu conseguir se sair tão bem num debate num ambiente acadêmico alguém que só foi agir 3 meses antes da eleição? Já sei por que a história acaba sempre desse jeito...

Minha vida desarrumada não importa pra ninguém, mas é um peso desgraçado nas minhas costas. Parece que as palavras viajam dentro de sentidos sintéticos, sem fim. Não... sintéticos não... assindéticos, aidéticos... Tanto faz.
Até na política, que eu tanto tenho esperança, vai se auto-flagelando. Que pena. Eles não sabem o que fazem.... Só não venham chorar depois de lamentar essas mumúrrias com discursos podres a la Castro. Ta, ta bom, castro não precisa também ser humilhado assim...
Há quem diga que ta tudo acabado. Não, não... nem sempre. Há quem diga que nem sempre as coisas podem seguir uma linha reta. Menos ainda ser entendidas.


ps: Agradeço a todos os comentários, porém, odeio esse sistema de “troca” que existe; Eu comento no seu, você se sente preso, igual a um devedor. Na verdade, não é essa a questão, ela deveria apresentar-se de outra forma: Gostou? Identificou? Chamou a atenção?
São por essas características que recebo os melhores comentários, cheios de emoção e bons intentos; Sem essa “obrigação” que torna chato o melhor texto. Portanto, os que estão nos meus favoritos e os que comentam, muito obrigado, mas, só comento se de fato Sentir(maiúsculo mesmo) algo por suas palavras. Algumas vezes deixo de comentar certo texto, por ele não me atingir, e não por ser um texto ruim, que na maioria não é! Meus comentários não são por retribuição. Quero senti-lo (você que escreve!) em seu texto.
Assim as relações seriam bem mais verdadeiras.
Aos que não gostaram... Desculpe, mas é vero.
Aos que gostaram... Bem vindos ao mundo do Sentir, da catarse, desse mundo que é mais dolorido que o paralelo da Razão, faça-se então, mais frágil e chore baixinho ao ler o poema favorito, sem verificar as pontuações, rimas e métricas... Que estas sejam da responsabilidade de quem escreve e não de quem lê. Sentindo somente.
Bem vindo as Artes.
Abstrato,
Abstraia-se!

By Da Cruz, Cai Dentro!


Desde então, abraço à todos.

quarta-feira, agosto 16, 2006

Devaneio

Viver não é só uma charada, viver é estar dormindo num sonho. Eu sempre esperei acordar... e dizer pra mim mesmo que não lembro de nenhuma ladainha que um dia me disseram. Porque o falso é a minha testemunha....
As coisas tão simples do dia me fizeram, um dia, repensar em quaisquer atitudes alheias que me incomodavam. Claro que sempre é tarde reviver essa chaga, mas sempre tenho tempo. Aliás, o tempo é um companheiro inegável, mas o chato é que às vezes ele é meio amigo da onça. “Os dias passam, e o vento vem, e eu não vou parar além” dizia meu pai perambulante na escada, enquanto eu, sozinho, espremia uma laranja. Às vezes penso que não vou durar até saber o porque de meu pai falar tanta asneira. Tanta coisa pra se explicar o tempo que eu não quero continuar...
Eu li um dia um livro que tentava explicar a cultura, e sempre repetia que não se pode explicar exatamente o que é cultura. Ora, eu vou lá entender. O homem é tão cego que não vê os próprios erros, e ainda tem coragem de dizer que é o único animal que têm cultura???? Eu tenho uma dica: por que não desclassificar como cultura a religião? Porque, como dizia meu pai: “os dias passam, e o vento vem, e eu não vou parar além”...
Não, não sou contra religião, não sou religioso. Eu tenho que ser obrigado a aceitar que religião é para se seguir? Oras... pra mim religião é o ópio do povo, sim! Para mim, respeitem por favor, respeitem...
Esse mundo é acultural. Só pra saber: o maior império presente nem respeita as outras culturas. Isso é passado culturalmente de pai pra filho: essa é a verdade, essa é a verdade... essa é a verdade! ESSA É A VERDADE!!!!! Enquanto lá fora milhares de inocentes morrem pelo terrorismo dessa ignorância. A gente nunca sabe, e babe, nunca saberemos a verdade de nada! Nada! O que é cultura, minha gente? O que é respeito?
Tenho problemas quando eu tenho uma atitude vulgar de dizer que o Brasil morre de fome. Mas isso não interessa. O que interessa é abraçar quem está ao seu lado e dizer que ama por que amanhã ela pode ir embora. Eu senti isso.e essa inocência me fez falta. Eu vivo na inocente esperança, e sou feliz. Por que? Ah, não interessa agora falar de tanta baboseira. Um homem caiu morto agora. Pra que, né, tanta encheção de lingüiça? Se eu nem sei se eu mesmo que inventei qualquer coisa que um dia eu vou inventar? É muita frescura a minha de sempre querer ser o único. Uma criança morreu com um tiro agora.
É pelas frestas da vida que eu escolho o seio da minha não-região, sem se importar com esse instante-já que alguém aí inventou. A minha religião é ser justo, e, não, não sou triste nem sozinho porque não acredito em nada. Não preciso de ópio. A minha vida é um eterno transe. Gosto de banana, banana com mel.
O sopro é um aprendiz do sonho. Ele me fala o que eu gosto, mas não queria ouvir. Ele me da a vida que preciso e não tenho. Não nego. A solidão bate principalmente numa mente lenta e estudantil. Já fui repreendido por não me negar a dizer que eu odeio. Pra que ser desonesto nessas horas. O medo de ser atrapalhado dói. Eu sempre quis expressar o que eu sempre sentia nas minhas viagens loucas sobre mortes, esse é um assunto vasto. Nem sei onde posso chegar quando alguém me deixa de lado. Eu recuso qualquer explicação sobre a morte. Ela ta aqui do meu lado.
O ouvido tem paredes.
O mundo realmente não vai melhorar enquanto a maior potência achar que seu país é o melhor dos mundos. Eu sempre achei que o meu mundo é o melhor dos mundos, até me falarem que não; não é que faz sentido? Meu pai nunca me avisou isso. Tava tão feliz... A alienação acomoda mesmo. O cara amado e odiado já disse isso. Mas eu não gosto dele. Mas tenho que concordar.
Eu me desvinculo da selva que armaram pra me proteger. Ela é ,muito clara, óbvia pra mim. A visão obscura me atrai. Eu me entrego ao céu deste mar e me afogo na teia do sol. Por que não me incomoda falar. Nem sempre se quer o que não vê. Alguém acordou de um pesadelo agora. Não, não tenho medo de falar.
Ah, a justiça é passageira...
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segunda-feira, agosto 07, 2006

Para quem tem paciência. xD

Por falta de tempo, deixo aqui, para o divertimento dos poucos que visitam aqui, dois textos particularmente ótimos. (se quiserem divulgar um pouquinho isso aqui, eu agradeço, mas, se não, obrigado pela visitinha! auhaw)



Só de Sacanagem, de Elisa Lucinda, declamado pela Ana Carolina em um show seu.
(clique aqui)

Meu coração está aos pulos!

Quantas vezes minha esperança será posta à prova?

Por quantas provas terá ela que passar? Tudo isso que está aí no ar, malas, cuecas que voam entupidas de dinheiro, do meu, do nosso dinheiro que reservamos duramente para educar os meninos mais pobres que nós, para cuidar gratuitamente da saúde deles e dos seus pais, esse dinheiro viaja na bagagem da impunidade e eu não posso mais.

Quantas vezes, meu amigo, meu rapaz, minha confiança vai ser posta à prova?

Quantas vezes minha esperança vai esperar no cais?

É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é certo que a mentira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.

Meu coração está no escuro, a luz é simples, regada ao conselho simples de meu pai, minha mãe, minha avó e os justos que os precederam: "Não roubarás", "Devolva o lápis do coleguinha", "Esse apontador não é seu, minha filha". Ao invés disso, tanta coisa nojenta e torpe tenho tido que escutar.

Até habeas corpus preventivo, coisa da qual nunca tinha visto falar e sobre a qual minha pobre lógica ainda insiste: esse é o tipo de benefício que só ao culpado interessará. Pois bem, se mexeram comigo, com a velha e fiel fé do meu povo sofrido, então agora eu vou sacanear: mais honesta ainda vou ficar.

Só de sacanagem! Dirão: "Deixa de ser boba, desde Cabral que aqui todo mundo rouba" e vou dizer: "Não importa, será esse o meu carnaval, vou confiar mais e outra vez. Eu, meu irmão, meu filho e meus amigos, vamos pagar limpo a quem a gente deve e receber limpo do nosso freguês. Com o tempo a gente consegue ser livre, ético e o escambau."

Dirão: "É inútil, todo o mundo aqui é corrupto, desde o primeiro homem que veio de Portugal". Eu direi: Não admito, minha esperança é imortal. Eu repito, ouviram? Imortal! Sei que não dá para mudar o começo mas, se a gente quiser, vai dar para mudar o final!

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O cidadão norte-americano de Ralph Linton, antropólogo

“O cidadão norte-americano desperta num leito construído segundo padrão originário do Oriente Próximo, mas modificado na Europa Setentrional, antes de ser transmitido à América. Sai debaixo de cobertas feitas de algodão, cuja planta se tornou doméstica na Índia; ou de linho ou de lã de carneiro, um e outro domesticados no Oriente Próximo; ou de seda, cujo emprego foi descoberto na China. Todos esses materiais foram fiados e tecidos por processos inventados no Oriente Próximo. Ao levantar da cama faz uso dos “mocassins” que foram inventados pelos índios das florestas do Leste dos Estados Unidos e entra no quarto de banho cujos aparelhos são uma mistura de invenções européias e norte-americanas, umas e outras recentes. Tira o pijama, que é vestiário inventado na Índia e lava-se com sabão que foi inventado pelos antigos gauleses, faz a barba que é um rito masoquístico que parece provir dos sumerianos ou do antigo Egito.
Voltando ao quarto, o cidadão toma as roupas que estão sobre uma cadeira do tipo europeu meridional e veste-se. As peças de seu vestuário tem a forma das vestes de pele originais dos nômades das estepes asiáticas; seus sapatos são feitos de peles curtidas por um processo inventado no antigo Egito e cortadas segundo um padrão proveniente das civilizações clássicas do Mediterrâneo; a tira de pano de cores vivas que amarra ao pescoço é sobrevivência dos xales usados aos ombros pelos croatas do séc. XVII. Antes de ir tomar o seu breakfast, ele olha ele olha a rua através da vidraça feita de vidro inventado no Egito; e, se estiver chovendo, calça galochas de borracha descoberta pelos índios da América Central e toma um guarda-chuva inventado no sudoeste da Ásia. Seu chapéu é feito de feltro, material inventado nas estepes asiáticas.
De caminho para o breakfast, pára para comprar um jornal, pagando-o com moedas, invenção da Líbia antiga. No restaurante, toda uma série de elementos tomados de empréstimo o espera. O prato é feito de uma espécie de cerâmica inventada na China. A faca é de aço, liga feita pela primeira vez na Índia do Sul; o garfo é inventado na Itália medieval; a colher vem de um original romano. Começa o seu breakfast, com uma laranja vinda do Mediterrâneo Oriental, melão da Pérsia, ou talvez uma fatia de melancia africana. Toma café, planta abssínia, com nata e açúcar. A domesticação do gado bovino e a idéia de aproveitar o seu leite são originárias do Oriente Próximo, ao passo que o açúcar foi feito pela primeira vez na Índia. Depois das frutas e do café vêm waffles, os quais são bolinhos fabricados segundo uma técnica escandinava, empregando como matéria prima o trigo, que se tornou planta doméstica na Ásia Menor. Rega-se com xarope de maple inventado pelos índios das florestas do leste dos Estados Unidos. Como prato adicional talvez coma o ovo de alguma espécie de ave domesticada na Indochina ou delgadas fatias de carne de um animal domesticado na Ásia Oriental, salgada e defumada por um processo desenvolvido no norte da Europa.
Acabando de comer, nosso amigo se recosta para fumar, hábito implantado pelos índios americanos e que consome uma planta originária do Brasil; fuma cachimbo, que procede dos índios da Virgínia, ou cigarro, proveniente do México. Se for fumante valente, pode ser que fume mesmo um charuto, transmitido à América do Norte pelas Antilhas, por intermédio da Espanha. Enquanto fuma, lê notícias do dia, impressas em caracteres inventados pelos antigos semitas, em material inventado na China e por um processo inventado na Alemanha. Ao inteirar-se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for bom cidadão conservador, agradecerá a uma divindade hebraica, numa língua indo-européia, o fato de ser cem por cento americano.”

quarta-feira, julho 26, 2006

Moldar

Às vezes, quando a revolta bate nossa porta, a gente precisa respirar um pouco e decifrar essa revolta, dissecá-la para encontrar um melhor caminho, um caminho que faz com que se ache as soluções mais adequadas (mesmo que teóricas). Essa revolta toda que o Brasil acha que está, dá nojo. Desde quando essa falta de movimento, essa carranca que acompanha o brasileiro, que forja uma “revoltinha” e depois esquece, como numa briga casual de um casal?
Essa pseudo-revolta que acompanha desde o nascimento os brasileiros tem que acabar: mas isso não vem de inato, não vem de uma simples vontade: todos sabemos que o homem depende da razão, como também, reciprocamente, depende dos dados empíricos. Essa briga de casal entre o estado e a sociedade não vai levar em nada. Mas parece que a maquina ideológica estatal não ajuda em nada essa conscientização: cada vez mais o “povo” fica alienado (subordinado, nem aí, sem esperança, sem CONSCIÊNCIA). Tudo começa pela educação (claro que você vai pensar “já começou o senso comum”, por que o senso comum é pensar isso): toda a conscientização começa nela: isso começou, claro que com um objetivo diferente, com Rousseau. É, o “cara da Revolução Francesa”. Ele dizia que o único modo de mudar o Estado é com uma população consciente, isso parece óbvio, até perceber que não é visto de perto, não é feito na prática.

p.s.: Agora, temos que saber que estamos no século XXI, e que temos que rever os conceitos engendrados por esses filósofos, por que se nós não nos pormos na pele deles, na época deles escrevendo essas teorias, podemos até admirá-los. Usemos a criatividade: em vez de "deixar para o lado", por que não moldar? Moldar...

segunda-feira, junho 12, 2006

Exatismos Delirantes pt3 e delirantes MLSTÊS

---> Veja as observações.


[..] Verbo-enraizar as coisas só leva ao nada delirante. O “ser” é um exemplo. Caracterizar verbalmente filosofias é o inevitável, sim. Mas demonstra sua fragilidade ao tentar demonstrar um exatismo.
Na religião, como exemplo, tenta-se encontrar uma resposta do que seria Deus. Um filósofo* disse: “Deus é”. Pronto. Com certeza não precisa-se perguntar mais nada.
Não acredito em deus, sendo sincero, mas não ponho a mão no fogo. Só “não acredito que exista um deus que queira tanto ser louvado”**.


* Não me recordo, talvez seja meu professor mesmo.
** A frase é do filosofo metafísico Nietzsche, com óbvias modificações minhas.


(continua...)

[Não fiz muito hoje por que quero dar espaço para uma reflexão. Não to numa semana muito legal, então tenho que escrever pra me distrair xDD]

Para MLSTÊS

O país está na euforia, com a Copa do Mundo e seus gols, mas um fato terça feira, dia 6 de julho, conseguiu chamar a atenção da imprensa. O Curioso dia 06/06/06 foi marcado pela invasão do MLST à Câmara dos Deputados, em Brasília.
As críticas em torno do fato variaram, e muito. O mais curioso foi quem reclamou: os mesmos que saíram impunes do caso “Mensalão”, entre outros... Os Sanguessugas não estão apenas olhando para o dinheiro: estão preocupados com a “quebra” da Democracia que os integrantes do MLST fizeram. Mais curioso ainda é que o próprio “maioral” da turma dos dissidentes da sigla, além de burguês assumido, é militante do PT. Apenas coincidências.
Longe, muito longe de aceitar a forma de protesto utilizada pelo MLST (como aqui em Rondônia, ano passado, que quem não foi preso teve que “suspirar pimenta”), mas os deputados não estão com essa moral toda para criticar uma “violação à democracia”. A impunidade existente no congresso é a maior violação, maior até que um Fiat Uno.
Não devemos confundir um ato de “vandalismo” com um ato de “patriotismo”. Mas também não podemos deixar que Eles, os reverendíssimos dePutAdos, coloquem nosso patrimônio num lugar escuro e seguro: o próprio bolso.

(eu melhoro xD)

Abraço a todos

Shalom

terça-feira, junho 06, 2006

Exatismos Delirantes pt2

[...]

Isso não se limita ao “ser” [o qual explico mais tarde].

Sempre, desde Platão, delimitam-se exatismos teóricos para se explicar a existência, ou de onde vem o que chamamos de Razão. Não há nem ao certo uma definição exata (e talvez não exista) sobre o que esta é coisa [Razão], existem definições.

A racionalidade não é exatamente contrária à emoção. Nada que caminha junto é. Para Durkheim, por exemplo, as únicas formas completamente opostas são: o sagrado e o profano. Mesmo assim não há definições para estas duas alegorias.

A Razão, então, é algo que também não pode ser alvo de exatismos. Como o Amor (símbolo Maximo da Emoção), também, e para isso todos concordam, também não o tem.

Não há nada de exato na razão, é dela que tentamos tirar a explicação do que ela própria seria... E, com o uso dela, muitos concordam que nada explica a si mesmo.

(Continua...)

[Pra não travar, por que não partes de todo? Principalmente pra mim, que estava parado, e não tenho nem uma idéia exata do que estou fazendo? xD]

domingo, junho 04, 2006

Exatismos delirantes

É a busca filosófica inútil. Detalhar cada passo, destrinchando cada verbo, até achar o último fio, já relaxado perante os verbos já mortos. Essa noção de fato exagera o ritmo de pensamento humano, a racionalização dos fatos não chega a tanto.

Pensando bem objetivamente, nada há de concreto em dizer que algo “é”, sendo “ser” um verbo muito inexato.

(Continua... [enquanto não tem leitores eu posso fazer isso, e ainda me dá tempo para preparar minha mente para cada vez ser mais inexato... rs...])