terça-feira, novembro 21, 2006

“Entenda o que quiser.”

Moderno provérbio popular.




Mesmo depois de morto Brás teve seus devaneios filosófico, bom porque ele deve ter ficado muito perto da "verdade" universal que todos falam. Nunca ouvi falar. Poderia ter ouvido as conversas que meu pai tinha com o peixeiro da esquina, filosofias de como se formam os rios e mares. Nem que meu sustento viesse disso ia querer discussões tão bobas, acho. Até que a filha do peixeiro era bonita, mas, entre outros anseios meus era por ela estar sempre descalça. Não porque eu não gostava, mas porque minha mãe não gostava. Ela não ia querer ver minha noiva descalça. Eu poderia virar para o lado e cumprimentar a vizinha, ela tinha bons conselhos, dava, conselhos, como ninguém. Principalmente sobre vidas amorosas. Bem que meu amor era meio lúdico, mas sincero e luxúrico, mas lírico.
Nunca fui de me desviar de meus planos, mas esse era menos havaiânico... Ou anti-havaiânico, a guria nem disso gostava. Minhas unhas eram mais bem cuidadas que as dela.
Essa noite pensei...
Como pode um cara que nem eu pisar nessa face, quase norte, da terra. Queria ter nascido entre os monges hindus, ou entre as selvas africanas, principalmente as menos exploradas. Porque? Talvez porque meus olhos doem quando vejo uma televisão, ou minha garganta arranhe quando falo muito. Ou ainda minha cabeça doa com toda essa gente falando até se cansar sobre “que sapato dá menos calo”.

Foi uma cerimônia simples, daquelas que todo mundo fala “que idéia legal”, mas nunca fazem. Porque, também, preciso de algo para me lembrar disso (um casamento é fácil de esquecer, tenha certeza disso). A cerimônia foi realmente simples.
Larguei ela uns dois anos depois.

Nessa face norte da terra quem ganha o pato é o lago. Apesar de eu não gostar de patos, me disseram que pato ao tucupi pode ser uma boa. Nunca provei. Numa dessas reflexões minhas decidi parar com o não aproveitar, fui ao famoso “Dejá vu”: um restaurante que ‘ouve’ seus clientes. Não gostei. Não gostei por que era feio, vi uma ou duas penas enquanto estava mexendo no caldo, e outras três decorando a mesa. Chamei o garçom, três minutos depois ele estava a postos, demorou porque estava ocupado. Olhei para ele e disse: “Pode levar esse pato pro lago”. Mas é sério, ele faltava sangrar. À noite, quando começava a me chegar o sono, fiz pipoca e vi filmes... Vários, todos os quatro que tinha alugado para devolver no outro dia.
Filmes são uma boa pedida para quem não gosta do pôr-do-sol, digo por experiência própria. A cada noite, desde criança me vejo de olhos fechados a cada pôr-do-sol que me passava, dormindo. Para dizer a verdade nunca vi um por do sol, mal em filme, por que viro as costas. Não sei, é irritante. Num dos filmes lembrei do meu anjo despeçado, que deixei chorando um dia dessas dentro de uma casa mórbida. A atriz principal não tinha os pés (recomendo esse filme). Nessa noite vi o dia amanhecer cinzento, com cara de que não vai parar de chover a qualquer hora. Torcia que fosse agora mesmo, para não ir trabalhar na venda de balões que arranjei emprego por um “amigo” meu. Encher balões é um saco.

E choveu.
Choveu tanto que pensar não era o bastante para passar meu tempo... Sozinho eu ali me concentrei em versos ou cartas que eu poderia tirar da minha mente. Estava totalmente sem assunto, comigo mesmo. Minha mente se esvaziava a cada passo meu no mundo-pensamento. O mundo-mente me desviava a atenção para o vazio a cada milésimo de segundo.
Olhei para o relógio: quatro horas da tarde. A chuva estava a parar (para chatos de plantão). Levantei-me e abri a porta do quarto e passei pelo corredor. Na sala tinha um telefone. Puxei-o do gancho e disquei uns números aleatórios, para ver se dava em algum lugar...

ps.: Por exigência de um amigo meu, vou escrever de tudo aqui. Não que não eu me ache, ou ache que alguém entra no blog. Para acordar a gente precisa fazer mais que criticar. Criticar é muito fácil.

sexta-feira, outubro 06, 2006

VAMOS LUTAR, com moderação.


O diálogo falta a cada passo no nosso ambiente. A gente sente isso e nem estamos aí. A falta de uma atitude menos grosseira apodrece as relações entre hierarquias. A falta de solução é vista na infantilidade que os movimentos, os que existem, posam para uma solução. Oportunidades são perdidas por atitudes grosseiras e inoportunas de movimentos que, no simples momento que perdem a razão de ser, desviando-se todas as alternativas viáveis para o andamento e ganho. Isso ocorre até o momento em que se percebe que a defesa do diálogo para qualquer finalidade, num momento, vira ato de rebeldia estrema e taxação desenfreada. É o que acontece com as revoltas atuais dos brasileiros, extremidades. Ou não se tem reação, ou não se tem negociação. Um veneno numa sociedade democrática. Vamos nos revoltar, sim. Mas não vamos tirar nossa razão. As extremidades ficam muito longe de interesses de um dos lados. E, como já dizia Platão, o meio termo é a chave (não necessariamente com essas palavras). O equilíbrio das forças e crucial para o bom andamento da sociedade, para uma sociedade mais próxima de ser justa e humana. Porque a justiça é de todos, não de um grupo, mesmo que seja a maioria, pelo menos na teoria. Exemplos daqui de Rondônia que não sabem o que é diálogo: Governador Ivo Cassol, a maioria da população, e, atualmente, mesmo que um Homem Comum qualquer defenda os mesmos objetivos, o Movimento Estudantil da UNIR.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Mudança cada vez


A população de Rondônia se vê em mais uma prova de que não aprendeu. O clique, e atente para os bens dele], e empresário dos mais ricos, é reeleito. Com sua velha estória passada de boca a boca “ele não fez aqui, mas fez pro ‘interior’”. Dá náuseas.
Agora, torço com todas minhas forças para que seu próximo mandato ele chegue a fazer alguma coisa. Por isso que vou acabar aqui com ladainhas estúpidas e começar a falar de verdade. Quando se está nesse limite têm-se que fazer alguma coisa. E eu pretendo fazer, fazer minha parte pra não se repetir essa putaria que esfacela o estado cada vez mais, que deixa essa podridão continuar discriminadamente. O meu protesto vai ser lendo, mas doído. As coisas vão mudar daqui pra frente.
Vão mudar pra mim, claro. Mas as mudanças começam no microcosmo. Não é, Homem Comum?

quinta-feira, setembro 28, 2006

Voltando, agora de vez



Hoje o dia foi cheio de notícias: Lula não vai ao debate, Ivo é chamado a depor, e eu já to atrasado pra faculdade. Mas tudo por esse blog. Ou quase tudo.

Só uma atualização rápida. Não to muito bem, nem o blog... Coitado... Ele não recebe nenhuma visita por causa de mim que sou um desorganizado. Mas, como prometi, vou acordando o sumido Homem Comum. Ele ta meio fechadão. Também, não preciisa dizer nada depois que o governador não disse nada no debate de ontem Tomara que os outros candidatod vingem alí. Ah, e me desculpe pelos erros gramaticais, to apressado, e um Homem Comum qualquer é o gramatiqueiro do blog


No mais, vlw (notícias importantes, abaixo)

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Quem não sabe debater não sabe governar (Rondônia de mãos limpas)

STJ INTIMA IVO CASSOL PARA INTERROGATÓRIO; O GOVERNADOR DE RONDÔNIA É ACUSADO DE FRAUDE EM LICITAÇÃO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA (TudoRondonia)

Risada do Post (nova MiniColuna que não serve pra nada)

Site defendendo Carlão de Oliveira (acusado como "chefão" da quadrilha na Assembléia Legislativa de Rondônia)

Detalhe para a defesa da impunidade que o Carlão fala. Não seria mais trágico se não fosse tão cômico.

Música do Post

Clique Aqui

Não Acredito

Não acredito quando o Lula diz que não sabia
Não acredito que o Fernando Henrique não fazia
Não acredito em tucano
Não acredito em petista
Não acredito em quem sonha o sonho socialista

Não acredito que agora brasileiro lê e come
Que o Garotinho fosse morrer de fome
Não acredito na elite, porque eu não sou otário
Mas não acredito em alguém só porque foi operário

Toda informação já chega manipulada
Pra que prestar atenção? Não acredito em mais nada!

Eu não acredito!

Não acredito em censura, não acredito na imprensa
Não acredito em gente burra, não acredito em quem pensa
Não acredito em cheques, não acredito em cartões
Não acredito em 12 suaves prestações

Não acredito no banco que me oferece dinheiro
Nem que desodorante age o dia inteiro
Não acredito em anúncio, não acredito em TV
Não acredito em mim, vou acreditar em você?

Foi tanta exposição a essa conversa fiada
Que eu já perdi a noção, não acredito em mais nada

Eu não acredito!

Só vejo corrupção, só vejo gente enrolada,
É tanta maquinação, tanta mentira contada
É tanta informação chegando manipulada
É tanta enrolação, tanta conversa fiada

Que eu não acredito em governo e nem em oposição,
Não acredito em polícia, não acredito em ladrão
Não acredito em ação, e menos em intenção
Não acredito em artista, não acredito em canção

Eu não acredito



(Letra e música: Maurício Ricardo, arranjos Neto Castanheira)

terça-feira, setembro 26, 2006

"Sumido não, ocupado"

Desculpem-me meus únicos leitores, mas, depois de uns sustos vem outros e outros, e a gente acaba ficando ocupado demais pra ficar-mos ligando pc's... hehe
Mas, como sempre, quando um programa volta para o ar, surgem algumas novidades, as vezes mínimas, que não deixam de ser novidades. Ainda mais com as eleições tão perto.
Aqui em Rondônia a coisa ta feia, e não só aqui: em todos os lugares a gente vê que nem os famosos "menos piores" estão conseguindo alguma coisa... Vão os Piores mesmo.
Vou atualizar de dois em dois dias, ou menos.
Ou vou tentar. xD Mas hoje não da pra fazer muita coisa, tenho que terminar um trabalho. Mas eu garanto que além de política eu vou falar em algumas coisas diferentes tbm. Tô de saco cheio com as coisas aqui, nas não vou parar. xD

Até maaais. fui

sábado, setembro 16, 2006

"Ai, que susto" Homem Comum


blog censurado ou é loucura minha?

ps: o blog saiu de repente do ar, por um dia: ou é muita má sorte ou as previsões de um Homem comum começa a aparecer. Por enqunto, prefiro achar que é má sorte mesmo, já que esse blog foi o único dos que eu conheço à ficar fora do ar.
Ah, e só porque o Homem Comum não teve um dia bom, notícias é que não vão faltasr, e finalmente um vídeo do Senhor Sol apareceu!! Do site O Observador, para meus 4 leitores diários... uahwuahuwhaw

FALTANDO 17 DIAS PARA AS ELEIÇÕES NOVAS FITAS GRAVADAS PELO GOVERNADOR APARECEM


Pra quem tem preguiça de ler, ***o vídeo***.
Ah, e um Homem Comum nem sempre para no meio da rua.

No mais, um abraço.

quarta-feira, setembro 13, 2006

Basta!



Eu sei que esse blog é minúsculo, espero que cresça um dia, mas não posso deixar de deixar um comentário de um Homem Comum. Não porque ele quer aparecer, ou porque ele necessita de atenção, mas porque a baderneira ta geral. Estamos no limite de nossas forças, da minha força. Desanima-se agora por qualquer coisa, não temos mais expressão, não temos mais como desabafar. Tem até gente sendo indiciada por desabafos, acreditem: CASSOL PEDE AO TRE 3 ANOS E 6 MESES DE CADEIA PARA FREIRA E JORNALISTA. Por isso apenas um Homem Comum diz:

“De que adianta sonhar em meio a uma sociedade totalmente utópica-realista? Não sabe o que é isso? È só olhar para os lados e ouvir: ‘não vai dar em nada, no Brasil é assim mesmo’, ou uma daquelas modinhas pseudo-revolucionárias que encantam os bobo, porque de revolucionarias não tem nada. A verdadeira revolução está no pensamento.
A sociedade está inflada dessas ‘revoltas’ de merda onde só se fala, e só se movem os dedos pra gesticular. Uma hora isso vai estourar e não terá mais o jeito consideravelmente simples de agora: pensar: revoltas e revoluções de merda não funcionam. NÃO FUNCIONAM.”

Quantas das poucas pessoas desse blog antipático não passaram por aqui e desprezaram esse ‘textículo’? Gente, eu sei que esse Homem pode não ser muito atrativo, mas eu confio nele. E não deixem, por favor de ler as notícias abaixo, elas falam um pouco de como se criou essa situação vigente no estado de Rondônia. Bom pra quem conhece ou mora aqui (ÓTIMO), e muito bom pra quem quer saber.

No mais, um abração.

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Cliquem na sequência para ler a notícia sobre a situação de Rondônia, com a fonte do Jornal Valor Econômico, na página do tudorondonia.

1. JORNAL VALOR ECONÔMICO: CRISE POLÍTICA EM RONDÔNIA COMEÇOU COM O DESCONTROLE DE GASTOS

2. VALOR ECONÔMICO: SULISTAS DOMINAM ELITE POLÍTICA EM RONDÔNIA

3. E principal: MAIOR JORNAL DE ECONOMIA DO BRASIL DIZ QUE ELEITOR DE RONDÔNIA NÃO ESTÁ PREOCUPADO COM ESCÂNDALOS DE CORRUPÇÃO


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Parcialidade?

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Toda forma de poder é uma forma de morrer por nada
Toda forma de conduta se trasforma numa luta armada
A história se repete, mas a força deixa a história mal-contada

(...)

O fascismo é fascinante, deixa a gente ignorante e fascinada
É tão fácil ir adiante e esquecer que a coisa toda tá errada
Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada

Trecho de Toda Forma de Poder - Engenheiros do Hawaii